Papel-moeda: entenda a sua importância na economia

A relação da sociedade com o dinheiro ocorre desde a estruturação da própria sociedade em si, servindo como um elemento de troca, simbolizando a transferência de patrimônios, riquezas e até culturas. O papel-moeda surge como uma maneira de formalizar isso.

Papel-moeda: entenda a sua importância na economia

O mercado econômico se estrutura nessa relação de câmbio, seja como uma remuneração em cima da força de trabalho executada, ou como uma troca específica de produtos, tanto em nível individual como em um mercado de ampla escala.

Assim como ir ao supermercado fazer as compras do mês necessita desse tipo de patrimônio, uma empresa de produtos eletrônicos precisa ter um montante próprio para comprar a matéria prima necessária para a produção de uma trena a laser.

O papel-moeda surge como um material feito para facilitar essas trocas diárias de capital, sem a necessidade de andar com barras de ouro no bolso do casaco, como era feito na época dos reinados imperiais.

E o surgimento dele se origina justamente desse período. Ou ao menos a sua popularização.

Quando surgiu o papel-moeda?

As trocas comerciais feitas através de moedas partem de diversos impérios da Idade Antiga, como na China, no continente africano e na Grécia antiga. A sua evolução, utilizando o papel como material base, é creditado ao reino chinês.

Primeiros vestígios históricos

Vestígios históricos apontam o ano de 89 como a data histórica no qual o papel-moeda foi instaurado como um modelo de troca comercial, mas esse método financeiro, no entanto, demorou a circular no mundo, graças à produção secreta que a China fazia.

Com a chegada das missões cristãs, a partir de 610, esse tipo de produção passou a se espalhar para diferentes portos, começando a circulação do papel como uma moeda de troca financeira.

O comerciante Marco Polo teve uma certa importância nisso, ao escrever em seus diários sobre a sua perplexidade com essas trocas comerciais, que não utilizavam a conhecida estrutura feita com negociações sobre moedas de ferro e outros materiais metálicos.

Os serviços da contabilidade se modificaram com a introdução do papel-moeda no meio comercial, mas antecedendo esse papel, e até as moedas de ferro, estão as relações comerciais entre diferentes mercados, países e pessoas, por meio de escambo.

As trocas de mercadorias sempre fizeram parte da sociedade, independente do seu período, até porque o ser humano se sobressai como espécie dominante justamente pelas relações sociais que têm em relação a outras pessoas do seu convívio.

A prática de escambo, uma troca de mercadorias ou serviços, começou antes mesmo da existência do material que hoje é conhecido como dinheiro. Sendo o caso de um agricultor de batatas, que trocava um saco de legumes por uma quantidade de arroz.

Esse tipo de relação ainda ocorre hoje, porém sendo permitido apenas em negociações pequenas, como aquelas feitas dentro de um círculo familiar.

Como um fazendeiro, que pede que os filhos trabalhem na pintura de tratores, em troca de uma viagem de férias. Por mais que exista um valor financeiro, essa troca, realizada com a entrega das passagens aéreas, não utiliza o dinheiro em si entre esses dois.

Papel-moeda nas instituições bancárias

Em cima dessa troca de mercadorias foi-se estabelecido o início dos serviços bancários, instituições que foram inauguradas no final do século XVII. Nesses locais, o uso do papel-moeda tinha a função de representar a quantia de riqueza ali depositada.

Desse modo, patrimônio financeiro de um país era definido pela quantidade de ouro depositada em seus cofres, e o dinheiro foi se estabelecido como um comprovante dessa riqueza, ou seja, um comprovante sobre o valor patrimonial depositado nos cofres bancários.

Nessa situação, uma assessoria tributária teria que lidar com a relação entre os valores depositados nesses cofres, e o quanto desse patrimônio deveria ser revertido para o tesouro do governo.

Com o tempo, esse papel-moeda passou a ter um valor fiduciário, isto é, um valor representativo, com aquele pedaço de papel sendo socialmente imbuído de um valor monetário, deixando de ser um mero documento impresso.

Esse mérito representativo não é único do papel-moeda, podendo ser atribuído a outros materiais como:

  • A própria moeda;
  • Os cheques bancários;
  • O saldo na conta corrente ou poupança;
  • Criptomoedas.

Isso sem contar com todas as variedades digitais de dinheiro que surgem com a expansão dessas tecnologias.

Contudo, mesmo com os modais virtuais ganhando cada vez mais espaço na sociedade, o papel-moeda segue como o principal meio de negociação, servindo de grande importância para a economia de um país.

A função econômica do papel-moeda?

A produção do papel-moeda é de responsabilidade das instituições financeiras principais de cada país, de forma a controlar o número de cédulas necessárias para se circular no país, com tecnologias que impeçam a falsificação dessas notas.

Além dessas questões de segurança, cabe ao produtor de moeda oficial de um país atuar no equilíbrio da economia local, pois uma circulação exacerbada de notas, superando a quantia monetária de patrimônio presente no lugar, pode desequilibrar todo o sistema.

É uma função similar a um sistema TMS (Transport Management System) no setor de entregas, que por meio de um gerenciamento dos meios de transporte consegue otimizar e controlar os serviços dessa empresa.

No sistema bancário, essa responsabilidade é maior, pois esse controle engloba as ações de todos os mercados presentes naquele país, fazendo assim um trabalho essencial para a valorização da economia local.

É por isso que a fabricação de mais cédulas não resolve o problema financeiro em um país, na verdade essa ação é capaz de agravar a possível crise existente.

Com mais notas em circulação, sem existir um patrimônio que as sustente, as  notas já existentes passaram a representar um valor menor, desequilibrando a inflação financeira em um mercado, diante da desvalorização de uma moeda.

Cada mercado atua com a sua moeda específica, como o dólar, o real e o euro, e a sua produção é responsabilidade do país que a utiliza. No Brasil, por exemplo, as cédulas de papel-moeda são produzidas pelo Banco Central do país, o Bacen.

Quando esse tipo de dinheiro foi aceito no Brasil?

As trocas financeiras no país ganham destaque desde a sua estruturação, com na relação de escambo realizada pelos navegantes portugueses e as tribos indígenas dominantes na região.

A adoção do dinheiro como material de troca começou somente no século XVIII, em decorrência da ação de Portugal em sua então colônia.

Como em uma terceirização de folha de pagamento, com as relações comerciais nacionais sendo controladas e auditadas pelos serviços financeiros pelo colonizador do país.

Mas foi somente no século XIX, com a chegada da família real portuguesa, que o papel-moeda veria o início de sua circulação em terras brasileiras, resultado da inauguração do primeiro banco nacional.

O Banco do Brasil foi inaugurado no mesmo ano de chegada de Dom João VI ao país, em outubro de 1808, realizando uma função similar às de outras instituições financeiras mundo afora, adotando também o papel como um representante de valor.

Os bilhetes bancários, antecessores do papel-moeda, eram emitidos pela entidade econômica, como um pedaço de papel assinado a próprio punho, reconhecendo o valor patrimonial depositado naquele banco.

Para impedir casos de fraude, teve início a fabricação de papéis-moeda, que nesse período estavam relacionados ao valor do réis, moeda de circulação da época.

O retorno de D. João a Portugal, levando a maior parte das riquezas patrimoniais estocadas nos cofres nacionais, levou a um processo de crise econômica na circulação de dinheiro no país, por não existir uma referência física a esse montante, como era comum na época.

Foi apenas em 1942 que uma nova moeda foi implementada no país, com o propósito de regular as atividades econômicas. O cruzeiro (Cr$) equivalia ao valor de mil réis e esteve em circulação até 1967, sendo substituído pelo cruzeiro novo (NCr$).

A nova moeda, estabelecida na época do regime militar, buscava mais uma vez regular a situação financeira do país, o que viria a acontecer mais uma vez com as estratégias do Plano Cruzado no governo Collor, resgatando o cruzeiro tradicional.

O período de hiperinflação fazia com que os serviços de diarista, entre outros, tivessem um valor diferente a cada dia, algo que só seria regularizado a partir do Plano Real (R$), implementado em 1994.

O dinheiro e sua importância social 

O desenvolvimento e modernização da economia nacional é resultado também da moeda aqui instaurada, assim como a adoção dos seus diferentes materiais, das moedas às cédulas de papéis, chegando ao chamado dinheiro digital.

Ao acompanhar a evolução do dinheiro o mercado se apresenta propício para o progresso e a criação de novos empreendimentos, assim como as empresas que fornecem algum tipo de ofício para esses negócios, tais como um serviço de administração de condomínios.

Por isso, o papel-moeda permanece como um dos maiores símbolos monetários na sociedade, diante a sua praticidade em representar o valor patrimonial de uma pessoa ou instituição, sem a necessidade de carregar um baú de tesouros pela cidade.

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