Ideias e Finanças

Se você quer saber qual cartão de crédito não precisa de reconhecimento facial, a resposta direta é simples: o cartão de limite garantido, o cartão de loja, o cartão pré-pago e os pedidos feitos dentro de uma agência física costumam dispensar a selfie.

Nenhum desses caminhos obriga você a mandar uma foto do próprio rosto para liberar o cartão.

E tem uma boa notícia por trás dessa dúvida.

A foto do rosto não é uma regra fixa para todo cartão, é apenas uma das formas que o banco tem de confirmar quem você é.

Quando esse jeito trava, por câmera ruim, pouca luz ou receio de enviar sua imagem, existe mais de uma alternativa honesta para conseguir um cartão de crédito sem selfie e sem cair em promessa fácil.

O que este artigo aborda:

Pessoa segura um smartphone em uma mão e um cartão de crédito na outra para concluir um pagamento
Pessoa segura um smartphone em uma mão e um cartão de crédito na outra para concluir um pagamento
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O reconhecimento facial é obrigatório para tirar cartão de crédito?

Não, o reconhecimento facial não é obrigatório em todo cartão de crédito.

Para entender qual cartão de crédito não precisa de reconhecimento facial, guarde esta ideia: a biometria facial é só uma entre várias maneiras de o banco checar sua identidade, e ela pode ser trocada por documentos ou pela ida a uma agência.

Reconhecimento facial, ou biometria facial, é quando o aplicativo compara a foto do seu rosto com o documento para confirmar que é você mesmo pedindo o cartão.

Serve para reduzir fraude.

Mas a lei que rege as instituições financeiras aceita outros métodos de identificação, e é por isso que dá para fugir da câmera em alguns casos.

Por que o banco pede a selfie na hora do cadastro

O banco pede a selfie porque precisa ter certeza de que a pessoa por trás da tela é a dona do documento. Essa checagem de identidade não é frescura do aplicativo, é uma exigência de segurança.

As instituições do Sistema Financeiro Nacional seguem regras do Banco Central sobre confirmar quem é o cliente antes de abrir uma conta ou liberar crédito.

A norma de abertura e manutenção de conta de depósito, publicada pelo Banco Central em 2019, diz que a empresa deve validar a identidade e as informações do cliente, mas não amarra esse processo a uma única tecnologia.

A selfie é só o jeito mais rápido de fazer isso pelo celular.

Quando a foto do rosto realmente não é exigida

A foto do rosto deixa de ser exigida quando existe outro modo de provar sua identidade, como levar os documentos numa agência ou dar uma garantia em dinheiro.

Na prática, isso acontece em três situações comuns: no atendimento presencial, onde um funcionário confere seus documentos na sua frente; nos cartões atrelados a um valor que você mesmo deposita como garantia; e em cartões de loja com cadastro simples, feito no balcão.

Em nenhum desses casos a câmera do celular é o passo que decide a liberação.

Quais cartões de crédito não precisam de reconhecimento facial?

A lista de qual cartão de crédito não precisa de reconhecimento facial começa por quatro opções: o cartão de limite garantido, o cartão pedido em agência física, o cartão de loja e as opções pré-pagas.

Todos usam outra forma de confirmar quem você é.

Cada um serve a um perfil diferente e tem uma regra própria de aprovação. O ponto em comum é que a foto do rosto não é o passo obrigatório para colocar o cartão na sua mão. Veja as categorias que mais aparecem para quem procura um cartão sem foto do rosto:

  1. Cartão de limite garantido, atrelado a um valor que você deposita como garantia.
  2. Cartão solicitado dentro de uma agência bancária, com atendimento presencial.
  3. Cartão de loja, oferecido no balcão de redes de varejo, com cadastro simples.
  4. Cartão pré-pago, que funciona com saldo carregado antes de gastar.
  5. Carteira digital do celular, que aprova a compra pela digital do dedo em vez da câmera.

Cartão de limite garantido, que usa seu próprio saldo

O cartão de limite garantido é aquele em que você deposita um valor e ganha um limite parecido com esse depósito. Como o banco fica com uma garantia em dinheiro, o risco cai e a análise fica mais leve.

Esse tipo de cartão costuma aprovar mesmo quem tem pouco histórico no banco ou o nome sujo, porque a garantia responde pelo limite. Se você guarda um valor como reserva, ele vira o teto do cartão. É uma porta de entrada para quem quer começar a construir crédito sem depender da selfie nem de score alto.

Cartão pedido em agência física, sem app

O cartão pedido na agência é liberado no atendimento presencial, então quem confirma sua identidade é o funcionário que olha seus documentos, não a câmera do celular.

Nesse formato você leva documento com foto e comprovantes, o atendente confere tudo ali mesmo e dá andamento ao pedido. A biometria facial pelo aplicativo deixa de ser o caminho, já que a conferência aconteceu pessoalmente. Bancos com agência de rua e cooperativas de crédito são os lugares onde esse jeito mais funciona.

Cartões de loja com cadastro simples

O cartão de loja, também chamado de private label, que quer dizer cartão da marca da própria loja, é feito no balcão de redes de varejo e costuma pedir só documentos básicos.

O reconhecimento facial quase nunca entra nesse cadastro.

Esse cartão serve para comprar dentro daquela rede e às vezes em parceiros. A análise é mais simples porque o limite inicial é baixo e o risco para a loja é pequeno. Para quem quer um cartão sem tirar selfie e com uso no dia a dia, é uma das opções mais fáceis de conseguir.

Tipo de cartãoPede reconhecimento facial?Como confirma sua identidadeBom para quem
Limite garantidoNãoDepósito de garantia em dinheiroTem pouco histórico ou nome sujo
Pedido em agênciaNãoDocumentos conferidos no balcãoPrefere atendimento presencial
Cartão de lojaRaramenteCadastro simples no balcãoCompra sempre na mesma rede
Pré-pagoNãoSaldo carregado antes de gastarQuer controle total do gasto

Como conseguir o cartão sem passar pela biometria facial?

Para conseguir o cartão sem biometria facial, escolha um caminho presencial ou com garantia, separe seus documentos antes e comece pedindo um limite baixo. Assim você tira o rosto da equação e ainda ajuda na aprovação.

O passo a passo muda pouco de uma opção para outra.

O que não muda é a lógica: se a câmera é o problema, você troca a foto por outra prova de identidade que o banco aceita.

Veja como fazer na prática.

Passo a passo para pedir em uma agência

Pedir o cartão na agência é o caminho mais direto para quem quer escapar da selfie. Todo o processo acontece no balcão, com uma pessoa conferindo seus dados.

Siga esta ordem para não voltar para casa sem resolver:

  1. Separe documento oficial com foto, CPF e um comprovante de renda ou de residência.
  2. Vá a uma agência do banco ou de uma cooperativa de crédito perto de você.
  3. Diga ao atendente que quer pedir o cartão pelo atendimento presencial, sem o aplicativo.
  4. Deixe que o funcionário confira seus documentos e registre o pedido no sistema.
  5. Pergunte o prazo de resposta e anote o protocolo do atendimento.

Como funciona o cartão de limite garantido na prática

Na prática, o cartão de limite garantido começa com um depósito seu. Esse valor fica retido como garantia e define o limite que você vai poder usar.

Digamos que você deposite um valor como reserva. O banco libera um limite próximo desse valor, e o dinheiro guardado só volta se você encerrar o cartão em dia. Se atrasar muito, a garantia cobre a dívida.

É por isso que esse cartão aprova sem exigir score alto nem foto do rosto: a segurança está no depósito, não na câmera.

O que separar antes de fazer o pedido

Antes de pedir, separe seus documentos e organize sua situação de CPF. Chegar com tudo em mãos evita idas e voltas e aumenta a chance de aprovação na primeira tentativa.

Tenha à mão um documento com foto, o número do CPF, um comprovante de residência recente e, se tiver, algum comprovante de renda, mesmo que seja de trabalho por conta própria.

Confira também se o seu CPF está regular na Receita Federal e sem registros de dívida em serviços de consulta como o Serasa e o SPC Brasil.

Esse cuidado simples pesa mais do que qualquer selfie na hora da análise.

O que pesa mais que a selfie na hora de aprovar o cartão?

O que mais pesa na aprovação é a situação do seu CPF, a comprovação de renda e o tamanho do limite pedido.

Quem pesquisa qual cartão de crédito não precisa de reconhecimento facial logo descobre que a foto é o menor dos fatores: a selfie é só a conferência de identidade, não é o que decide se você merece crédito.

Muita gente acha que passou ou não na foto. Na verdade, o banco analisa o risco de emprestar para você, e isso depende de números e do seu histórico, não da qualidade da imagem. Entender essa ordem ajuda a mirar no que realmente muda o jogo.

CPF regular e situação no seu nome

Um CPF regular, sem pendências graves, é o primeiro sinal que o banco olha. É ele que mostra se você tem dívidas em aberto e como anda seu relacionamento com o crédito.

Ter o nome limpo abre mais portas do que passar em qualquer biometria.

Você pode checar sua situação de graça: consulte o CPF na Receita Federal, veja no Serasa se há registros de dívida no seu nome e use o Registrato, do Banco Central, para listar seus vínculos com bancos.

Se encontrar alguma pendência, negociar e quitar antes de pedir o cartão melhora muito suas chances.

Comprovar renda mesmo sem carteira assinada

Dá para comprovar renda sem carteira assinada usando extratos, recibos ou declarações que mostrem quanto entra por mês. O banco quer entender se você consegue pagar a fatura, venha o dinheiro de onde vier.

Quem trabalha por conta própria pode juntar extratos bancários dos últimos meses, notas de serviços prestados, recibos de aluguel recebido ou o comprovante de programas sociais.

O objetivo é mostrar uma entrada mais ou menos estável de dinheiro. Uma renda modesta, porém comprovada, vale mais do que uma renda alta que você não consegue provar.

Começar com limite baixo e construir histórico

Começar com um limite baixo aumenta a chance de aprovação e ajuda a construir histórico. Para o banco, liberar pouco é um risco pequeno, então ele topa com mais facilidade.

Peça um limite compatível com sua renda, use uma parte dele e pague a fatura em dia. Cada mês pagando certo alimenta o seu Cadastro Positivo e cria espaço para pedir aumento depois. No Brasil, esse histórico de pagamentos é o que abre as portas do crédito com o tempo.

Esse caminho de formiguinha é o que transforma quem tinha pouco nome na praça em cliente com crédito de verdade, sem depender de atalho nenhum.

É seguro fazer um cartão sem reconhecimento facial?

Sim, é seguro fazer um cartão sem reconhecimento facial, desde que ele venha de uma instituição séria e você confirme os dados por outro caminho, como agência ou garantia.

A ausência da foto não deixa o cadastro frágil por si só.

A foto do rosto é uma camada a mais de proteção, não a única. Bancos que dispensam a selfie usam outras travas de segurança, como senha, documentos e a conferência presencial. O risco de verdade não está na falta da câmera, está em cair num falso cartão que só existe para aplicar golpe.

O que a foto protege e o que muda sem ela

A foto do rosto protege contra alguém abrir um cartão no seu nome usando só seus documentos roubados. Sem ela, o banco reforça a segurança com outras conferências.

Quando a identificação é presencial ou usa uma garantia em dinheiro, o próprio processo já dificulta a fraude, porque envolve documento original ou depósito. Seus dados continuam protegidos pela lei, fiscalizada pela Autoridade Nacional de Proteção de Dados, a ANPD.

A proteção dos dados biométricos é tratada pelo poder público como assunto sensível justamente por causa do peso da sua imagem.

Como reconhecer um pedido de cartão que é golpe

Você reconhece um golpe quando o suposto cartão promete aprovação sem análise nenhuma e pede um pagamento adiantado para liberar. Cartão sério nunca cobra taxa antecipada para aprovar.

Fuja de ofertas que pedem depósito de “taxa de liberação”, que prometem limite alto para nome sujo em minutos, ou que chegam por link em mensagem pedindo seus dados.

Empresas de verdade seguem o Código de Defesa do Consumidor e a Lei Geral de Proteção de Dados. Você tem direitos sobre o uso da sua imagem e dos seus dados, previstos na Lei Geral de Proteção de Dados, de 2018. Na dúvida, procure o Procon ou o canal oficial da instituição antes de enviar qualquer coisa.

E se o reconhecimento facial travar só na hora da compra?

Se o reconhecimento facial trava só na hora de pagar, e não na hora de pedir o cartão, a saída é usar a carteira digital do celular ou um cartão virtual.

Assim você aprova a compra pela digital do dedo ou por senha, sem a câmera.

Esse é um problema diferente do primeiro. Aqui o cartão já é seu, o que falha é a etapa de confirmar a compra por foto. E existem caminhos simples para pagar sem depender do rosto.

Usar a carteira digital do celular para aprovar pela digital

A carteira digital guarda seu cartão no celular e libera a compra pela digital do dedo ou pela senha do aparelho, no lugar da foto do rosto.

Ao aproximar o celular da maquininha, o aparelho pede a impressão digital ou o código de desbloqueio para confirmar. É o próprio telefone atestando que é você, sem abrir a câmera frontal. Muitas carteiras digitais também deixam pagar por Pix pelo mesmo caminho, sem a câmera.

Para quem trava sempre na selfie na hora de pagar, essa troca resolve a maioria das compras no balcão.

Cartão virtual para compras na internet

O cartão virtual é uma versão só de números, gerada pelo aplicativo, para comprar na internet sem precisar de biometria facial a cada compra.

Ele mostra um número, uma validade e um código de segurança que você digita na loja online. Muitos permitem gerar um número diferente por compra, o que reduz o risco se o site vazar seus dados. Para pagamentos online, o cartão virtual costuma pular a etapa da foto e deixar a compra mais tranquila.

Perguntas frequentes sobre cartão sem reconhecimento facial

Se a sua dúvida ainda é qual cartão de crédito não precisa de reconhecimento facial, reunimos aqui as perguntas mais comuns, com respostas diretas para você decidir com calma.

Qual banco não faz reconhecimento facial?

Não dá para apontar um único banco, porque a regra muda por produto e por canal. Bancos com agência de rua e cooperativas de crédito costumam liberar cartão no atendimento presencial, sem a selfie. O melhor caminho é perguntar no balcão se há opção sem biometria facial.

Dá para pedir cartão de crédito só com o CPF?

Só o CPF quase nunca basta, mas ele é o documento central da análise. Além dele, o banco costuma pedir um documento com foto e algum comprovante de renda ou residência. Um CPF regular, sem dívidas graves, pesa mais na aprovação do que a foto do rosto.

Cartão sem selfie é aprovado na hora?

Depende do tipo. O cartão de loja e algumas opções pré-pagas saem quase na hora, no próprio balcão.

Já o cartão de limite garantido e o pedido em agência podem levar de alguns dias a poucas semanas, porque envolvem conferência de documentos e do depósito.

Fazer cartão sem reconhecimento facial é seguro?

É seguro quando o cartão vem de uma instituição conhecida e a identidade é confirmada por outro meio, como agência ou garantia. O perigo não está na falta da foto, está em falsas ofertas que cobram taxa antecipada. Cartão sério não pede pagamento para aprovar.

Consigo cartão de crédito com nome sujo e sem selfie?

Sim, é possível, principalmente com o cartão de limite garantido, que usa seu depósito como garantia, e com alguns cartões de loja.

Como o risco para o banco é menor, esses formatos aprovam mesmo quem está com o nome negativado, e ainda ajudam a limpar seu histórico aos poucos.

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