Escala Beck: entenda o que as empresas estão utilizando para recrutamento e seleção

Escala Beck: entenda o que as empresas estão utilizando para recrutamento e seleção

O trabalho do setor de Recursos Humanos é intenso: eles são responsáveis por processos internos, como recrutamento e seleção, pela diminuição de rusgas entre profissionais, pelo pagamento e até por ações de endomarketing (estas em parceria com os especialistas em marketing).

Com o desenvolvimento do chamado RH 4.0, muitos processos foram facilitados: hoje, existem programas que permitem que coisas que eram feitas manualmente sejam organizadas depressa e, além disso, é possível conduzir entrevistas e bate-papos à distância, sem atrasos ou preocupações extras.

No processo de entrevistar candidatos, aliás, existem muitos pormenores. É preciso que o RH seja capaz de identificar os profissionais que dialogam bem não apenas com a vaga, mas com toda a cultura da empresa. 

Isso envolve, claro, entender como eles se portam em situações de estresse, as suas experiências de vida e, sempre que possível, os seus padrões de comportamento.

Não é possível saber de todos esses detalhes em entrevistas de meia hora ou quarenta minutos, como sabemos bem. Para identificar pontos fracos e fortes, além de detalhes imprescindíveis para a contratação (ou não contratação) de uma pessoa, o RH pode contar com testes psicológicos e outras ferramentas igualmente inteligentes.

É sobre um teste psicológico específico, aliás, que falaremos neste artigo. Você já ouviu falar da Escala Beck? Se ainda não, fique por aqui: você vai ficar surpreso com o quanto ela pode falar sobre uma pessoa. Confira!

Escala Beck: O que é?

As Escalas Beck – porque são múltiplas, na verdade – foram desenvolvidas por Aaron Beck e seus colegas no Center for Cognitive Therapy (CCT) da Universidade da Pensilvânia, dos Estados Unidos.

As Escalas são compostas pelos seguintes itens:

  • Inventário de depressão (BDI), que examina a intensidade da depressão de uma pessoa;
  • Inventário de ansiedade (BAI), que verificar a intensidade da ansiedade;
  • Escala de desesperança (BHS), escala que mede o nível de pessimismo de uma pessoa e que pode dar indícios sobre a possibilidade de suicídio em indivíduos deprimidos ou que tenham algum tipo de histórico relacionado a tentativas de suicídio;
  • Escala de ideação suicida (BSI), como o nome sugere, trata-se de uma escala que identifica a presença de ideação suicida, além de medir a extensão da motivação e o nível de planejamento de um comportamento suicida.

A folha de resposta das Escalas de Beck tem 21 grupos de afirmações, que devem ser preenchidas pela pessoa que está sendo avaliada. A partir das respostas, o examinador consegue verificar padrões de comportamento, a intensidade de sintomas e detalhes que podem sugerir a necessidade de ajuda especializada.

Pode parecer curioso que este teste possa ser aplicado durante um processo de recrutamento e seleção, mas faz sentido. Algumas vagas trazem consigo, além de uma boa dose de responsabilidade, graus de estresse que exigem certa capacidade de gerenciamento.

Pessoas com históricos depressivos, ansiedade elevada ou níveis de estresse significativos podem não se dar bem em vagas do gênero, o que faria com que colocassem a própria saúde em risco – e, de quebra, com que desestabilizassem outros companheiros de trabalho.

O ideal é que o teste seja conduzido apenas por um psicólogo, visto que se trata de um trabalho sério, voltado para a avaliação da psiquê do candidato.

A importância da saúde mental no ambiente de trabalho

Todas as empresas devem facilitar o acesso do trabalhador a espaços de saúde mental, como consultórios de psiquiatria e psicologia, e ter uma política que vise a valorização do bem-estar de todos.

As Escalas de Beck, como mencionamos, são boas aliadas no processo de recrutamento e seleção, mas não só. É interessante que elas sejam aplicadas com certa regularidade, visto que podem auxiliar na identificação de problemas quando estes ainda estão no início – o que poupa os trabalhadores de muito sofrimento.

A saúde mental de todos os funcionários de uma companhia deve ser uma preocupação diária, frequentemente enfatizada pelo RH – que deve fornecer cartilhas, criar espaços seguros de troca e incentivar as pessoas a falarem sobre aquilo que sentem e a buscar ajuda quando necessário.

Por meio de uma comunicação sincera, empática e respeitosa, evita-se que muitas pessoas sejam afastadas do ambiente de trabalho por conta de doenças de ordem mental e cria-se, dia após dia, um local seguro, saudável e livre de gatilhos.

Diego Augusto

Diego Augusto

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