Quando posso sacar o meu saldo de previdência privada?

Quando posso sacar o meu saldo de previdência privada?

aposentadoria privada tem sido vista por trabalhadores brasileiros como uma excelente oportunidade para ter mais conforto durante a melhor idade. Desde a Reforma da Previdência, muitos têm se preocupado em ter uma segunda fonte de renda, já que é possível que o salário, no futuro, não seja o suficiente.

Observando a tendência, que não dá indícios de que vai parar de crescer tão cedo, as empresas também têm se movimentado: atualmente, planos de previdência privada são oferecidos como benefícios corporativos, aumentando a reputação da empresa e a satisfação dos funcionários em geral.

Apesar desse “boom”, ainda existe muita dúvida sobre o funcionamento da previdência privada. Existe um período em que não posso mexer nela ou retirá-la? Falaremos sobre esse e outros assuntos a seguir.

Plano de previdência: entenda o regime tributário

Para entendermos um pouco mais sobre a importância de saber quando resgatar a sua previdência privada, falemos um pouco sobre o regime tributário e o seu impacto na rentabilidade do investimento.

Na hora de fazer o seu plano de previdência privada, você tem que se perguntar quando deseja retirar aquele dinheiro e qual será o formato, ou seja, se quer receber um valor mensal ou fazer o resgate do total.

Na previdência privada, existem dois regimes de tributação: o regressivo e o progressivo.

No primeiro caso, como o nome sugere, a tributação cai com o passar do tempo. Funciona assim: a cada dois anos após a primeira aplicação, a tributação cai 5%. Com dez anos do primeiro aporte, é possível chegar a uma alíquota de Imposto de Renda de 10%, bastante significativa.

Em geral, pessoas que querem resgatar o valor integralmente, dentro de pelo menos uma década, escolhem esse plano.

Com até oito anos de investimento, porém, o investidor terá imposto mais alto que em aplicações em fundos. Na prática, significa que a vantagem vem quando o dinheiro realmente fica investido por dez anos ou mais.

Na tributação progressiva, há uma tributação mínima de 15%. Ela se baseia na tributação dos salários, então aumenta conforme o tamanho da renda de uma pessoa. Em geral, é a opção mais escolhida por quem deseja utilizar o dinheiro da previdência privada como segunda fonte de renda.

Formas de resgate da previdência privada

Existem três formas de resgatar o dinheiro investido na previdência: recebimento integral, recebimento mensal temporário ou recebimento mensal vitalício.

Ao firmar um contrato com uma instituição financeira, você terá um prazo mínimo para realizar o resgate dos seus aportes. Ao final dessa data, que sempre deve estar estipulada, é possível fazer a retirada do dinheiro.

Se você manteve o dinheiro investido por alguns anos, terá retorno financeiro. A sua rentabilidade, no entanto, varia de acordo com o tempo de investimento, as taxas do seu plano e com o dinheiro a ser descontado do Imposto de Renda.

Se você escolheu a tabela regressiva, por exemplo, e retirou o dinheiro muito antes do tempo que seria mais interessante – mais de uma década -, terá menos rentabilidade do que uma pessoa que deixou o dinheiro aplicado.

Recebimentos mensais da previdência privada

No caso do recebimento temporário, o indivíduo escolhe receber os aportes durante alguns anos. Há data de início e data final para recebimento de pensão. Se o beneficiário falecer durante o processo, o recebimento do dinheiro é interrompido.

No caso do recebimento vitalício, há um valor fixo mensal a ser dado ao investidor a partir de uma data específica. Em caso de morte, o benefício continua sendo pago.

Nesse caso, o saldo restante pode ficar com a previdência ou ser dado a outra pessoa (a ser definida em vida pelo contribuinte).

Taxas: uma coisa para se preocupar

Fundos de previdência têm taxas de administração, com valores variáveis. A maioria delas cobra, anualmente, entre 2% e 4% dos seus aportes.

A taxa de carregamento, por sua vez, incide sobre uma nova aplicação ou em caso de resgate. Ela pode ser de entrada, ou seja, ser descontada no ato do aporte, ou de saída, quando é descontada no resgate.

As taxas podem fazer com que você perca em rentabilidade, assim como a retirada do dinheiro acumulado “antes do tempo”.

Vale lembrar que o tempo de investimentos, a quantidade de aportes e o valor de cada aporte variam de acordo com a renda do indivíduo e também com o seu objetivo de vida. Para saber quais são as melhores opções para o seu caso, converse com um especialista em previdência privada.

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