Tesouro Direto é o caminho para investidores cautelosos?

Investir é a forma de fazer render o dinheiro que foi economizado e, assim, aumentar o patrimônio financeiro. Na avaliação de especialistas da área, também é a melhor estratégia para impedir a desvalorização frente à inflação. No entanto, aplicar também implica riscos, o que pode causar dúvidas aos mais cautelosos.

Com a taxa básica de juros Selic em 11,75% ao ano, o investimento em renda fixa tornou-se mais atrativo. O percentual foi definido pelo Comitê de Política Monetária (Copom) em março, e a perspectiva é de que a Selic seja mantida no patamar mais elevado como estratégia para combater a inflação no país. Como reflexo, as aplicações que têm a remuneração atreladas à taxa básica de juros estão mais rentáveis.

A renda fixa é considerada mais segura em comparação com a renda variável, pois engloba os títulos públicos do Tesouro Direto, que têm a garantia do governo federal, e opções que possuem a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) para valores até R$ 250 mil, como é o caso dos Certificados de Depósito Bancário (CDB), das Letras de Crédito Imobiliário (LCI), das Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), dentre outros.

Por isso, organizações como a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) e a Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin) recomendam a renda fixa como o caminho a ser seguido por quem deseja começar a investir ou quem já investe e possui um perfil mais conservador, que prioriza a segurança das aplicações em relação ao retorno financeiro.

Tesouro Direto é a melhor opção

O Tesouro Direto é apontado como o investimento mais seguro do mercado financeiro. Segundo a Anbima, a justificativa se dá pelo fato de que, na prática, quem adquire os papéis “empresta” dinheiro ao governo federal para resgatá-lo posteriormente com juros. O recebimento é certo, já que não há o risco de inadimplência por conta da “falência” do governo, como pode acontecer com a aquisição de títulos emitidos por bancos ou na compra das ações de uma empresa.

Tesouro Direto é o caminho para investidores cautelosos?

Por isso, neste momento, os investidores mais cautelosos podem optar pelos títulos públicos do Tesouro Direto que tenham a remuneração atrelada à taxa selic. Para isso, é necessário fazer um cadastro no portal do Tesouro Direto. Em seguida, deve-se realizar uma transferência para a instituição financeira informada durante o cadastramento e escolher o título público de sua preferência. 

Embora o processo seja simples, a Anbima destaca que é preciso estudar as características dos investimentos antes de começar a investir. Além da segurança que, no caso do Tesouro Direto está garantida, é preciso considerar a liquidez e o prazo de resgate.

Alerta sobre diversificação

A Abefin faz outro alerta. De acordo com a associação, não é aconselhável aplicar todo o dinheiro em apenas um tipo de investimento. Por isso, é importante analisar outras opções que se mostrem compatíveis com o perfil e os interesses do investidor.

Neste sentido, a associação recomenda que os mais cautelosos busquem outras opções dentro da renda fixa além dos títulos públicos, como os CDBs pós-fixados e os fundos DI.

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