Fluxo de Caixa: O Que é E Como Aplicar em Seu Negócio?

Se você tem ou está pensando em montar uma empresa, com certeza já deve ter se deparado com várias informações e conceitos como o fluxo de caixa, por exemplo. O Brasil já é bem conhecido por ser um país de muita burocracia. Sendo assim, coisas que eram para ser simples, por vezes, se tornam muito mais complicadas do que o esperado.

Dentre um dos conceitos que você precisa entender a fim de fazer com que a sua empresa dê certo, talvez o mais importante diga respeito ao fluxo de caixa. Mas você sabe o que é um fluxo de caixa, para o que ele serve ou mesmo como fazer?

Ainda que pareça ser um assunto um tanto complicado, a verdade é que ter compreensão a respeito dele é de grande importância. Afinal de contas, como trata do dinheiro que entra ou sai da empresa, é preciso ter sistemas muito bem preparados.

Por isso, no artigo de hoje, iremos falar tudo sobre fluxo de caixa, bem como os seus conceitos e até mesmo as suas vertentes. Mesmo que seja um dos setores de fundamental importância dentro de uma empresa, é comum que alguns não entendam a sua real importância.

Em vista disso, muitos se questionam: fluxo de caixa para que serve? No entanto, o conceito de fluxo de caixa depende do tipo que a empresa vai resolver aplicar. E, para garantir que a sua empresa tenha uma boa gestão, é essencial ter o conceito muito bem aplicado.

Fluxo de Caixa: O Que é E Como Aplicar em Seu Negócio?

A importância do fluxo de caixa é tanta que esse é um setor indispensável para qualquer empresa e organização. Não é à toa que as grandes empresas dedicam muitos recursos e dão a devida atenção para ela. Por isso, no artigo de hoje, iremos falar sobre o que significa fluxo de caixa. Confira!

O que é fluxo de caixa?

Antes de qualquer coisa, para que esse assunto fique bem claro, é importante que você tenha uma boa definição do fluxo de caixa. Em suma, essa é uma das formas de avaliar se uma empresa está crescendo ou não.

Muitas pessoas pensam que uma empresa só alcança o seu ápice do sucesso quando se torna reconhecida a nível nacional, mas não é bem assim. É claro que você pode almejar esse resultado, mas isso não é parâmetro para definir muita coisa.

A melhor forma de averiguar se, de fato, a empresa está evoluindo, é através do fluxo de caixa. Então, como a sua finalidade é averiguar o que entra e o que sai, se os recursos disponíveis não estão sendo o suficiente para cobrir as despesas, é preciso repensar a maneira como o dinheiro está chegando.

É comum que as empresas lidem com um grande fluxo de operações financeiras diárias. Por isso, ter uma gestão de fluxo de caixa garante uma melhor administração de para onde os recursos estão sendo destinados.

Toda e qualquer empresa que consegue se manter saudável tem como pilar o controle de dinheiro, vendas, entrada e saída, pagamentos diversos etc. E, ter uma gestão do fluxo de caixa engloba tudo isso e muito mais.

Então, de forma resumida, podemos dizer que a demonstração de fluxo de caixa é um método que torna a gerência de uma empresa mais organizada, com parâmetros mais precisos.

Para que serve o fluxo de caixa?

Agora que você já entendeu o conceito, a próxima pergunta é: para o que ele serve? A verdade é que, a partir do momento que você aplica da maneira correta, há vários benefícios do fluxo de caixa, que impactam de forma direta na maneira como a sua empresa se comporta.

Para que uma empresa possa funcionar, os empreendedores precisam ter certo equilíbrio nas vendas, investimentos, captar fontes de financiamento etc. No entanto, é preciso ter todas as informações desses gastos na palma da mão, de forma organizada e precisa.

Isso serve até mesmo para evitar com que você extrapole nos gastos, mantendo, assim, o equilíbrio das finanças. Ou seja, podemos considerar como a principal vantagem do fluxo de caixa o fato de manter todas as despesas em ordem.

É possível ter um fluxo de caixa contas a pagar e receber, também, uma vez que ele fornece esse tipo de dado. Imagine que a sua empresa superou o número de vendas desse mês, porém, você só vai receber daqui 30 dias.

Nesse ínterim, há contas de luz, água ou mesmos fornecedores que podem vencer antes dos 30 dias. Então, por intermédio das informações sobre o fluxo de caixa de uma entidade, é possível prever quantas vendas devem ser feitas à vista ou a prazo, por exemplo. Então, tendo essa área bem organizada, pode-se responder questões como:

  • Quanto de dinheiro há disponível?
  • Quanto dinheiro terá a curto, médio e longo prazo?
  • Há necessidade de renegociar prazos com fornecedores?
  • Preciso captar recursos extras a fim de financiar atividades operacionais?

Qual a importância do fluxo de caixa?

Você viu que o fluxo de caixa fornece os dados financeiros de uma empresa, e isso, por si só, já é de grande importância. Afinal de contas, nenhuma empresa permanece de pé se não tiver os seus recursos e despesas bem definidas.

O controle do fluxo de caixa visa mostrar, de forma detalhada e organizada, tudo aquilo que entra e sai de recursos de uma empresa. Por conta disso, torna-se possível prever quanto de dinheiro irá entrar no próximo mês, por exemplo.

Dessa forma, as chances de você se enforcar em contas reduzem de forma drástica. Afinal de contas, como você tem o controle do que entra e do que sai, há uma certa previsibilidade para o mês seguinte, o que é ideal para a saúde financeira da empresa!

Fora isso, é através do controle de fluxo de caixa que o gestor consegue observar quais problemas financeiros a empresa pode passar, além de antecipar onde investir e quais serão os gastos superiores que não podem ser adiados.

Então, tendo o fluxo de caixa entradas e saídas, é possível otimizar processos e cortar custos indevidos em determinadas áreas. Dessa forma, ao “desafogar” certos gastos nessas áreas, há um respiro para que a empresa forneça recursos para os setores necessários.

A análise de fluxo de caixa proporciona tal previsibilidade, o que garante que uma empresa passe por um tempo de crise com menos problemas, por exemplo.

Quais os benefícios do fluxo de caixa?

O fluxo de caixa gerencial é capaz de gerar grandes benefícios para a sua empresa. E, para você ver o quão importante é ter uma área específica para isso, é importante ter noção a respeito de todas as vantagens.

A análise do fluxo de caixa organizada ajuda maiormente na tomada de decisão mais assertiva. Afinal de contas, como você tem informações mais precisas a respeito da situação financeira do seu negócio, é muito mais fácil elaborar um plano estratégico.

Fora isso, ter um relatório de fluxo de caixa faz com que a sua empresa cumpra todas as suas obrigações pecuniárias. Então, através disso, torna-se possível aplicar medidas preventivas para que todos os compromissos sejam honrados.

Ter uma tabela de fluxo de caixa também auxilia na redução de custos. Afinal de contas, como você detém o registro de todas as atividades e despesas, é uma forma simples de descobrir onde é possível otimizar receita, o que reduz os gastos ou redireciona para uma área que precisa de mais.

Como funciona o fluxo de caixa?

Como você já deve ter notado, a demonstração de fluxo de caixa é essencial para que uma empresa se mantenha nos trilhos. Mas, diante disso, é possível que você ainda se pergunte como ele funciona, como aplicar dentro de uma organização.

Sem dúvidas esse é um impasse muito comum. Afinal de contas, como essa é uma área de grande importância, muitos acham que é preciso ter grandes firulas e uma estrutura imensa. É claro que, se for nesses moldes, a sua empresa surtirá os efeitos positivos. 

No entanto, entre ter e não ter, a primeira opção é a melhor. Então, comece de alguma forma, seja em papel, planilhas ou mesmo com softwares de gestão, que são feitos para esse fim. Começar do zero pode ser difícil, então se esforce para dar o primeiro passo.

Procure por modelos de fluxo de caixa caso precise. Isso vai lhe ajudar a ter uma noção de como estruturar essa área dentro da sua empresa. Uma dica é você iniciar fazendo os registros de todos os valores gastos e recebidos pela empresa.

Em seguida, faça a categorização das suas receitas e despesas, sejam elas variáveis ou fixas. Esse simples ato já vai lhe dar uma melhor gerência da sua empresa. E, com todas essas dicas em funcionamento, você pode criar as projeções para o futuro.

É claro que de início pode ser um pouco complicado, haja vista que para ter uma boa demonstração de fluxo de caixa é de grande importância levar em consideração todos os detalhes e valores, por mais baixos e irrelevantes que pareçam. Acredite, no final das contas, todos eles têm a sua importância.

Quais são os dados no fluxo de caixa?

Até aqui você já entendeu bastante coisa a respeito desse assunto, no entanto, com certeza algumas dúvidas devem se passar pela sua cabeça. Uma delas diz respeito a como elaborar essa gestão. A verdade é que ter exemplos de fluxo de caixa viria bem calhar, não é mesmo?

Até é possível procurar por algum exemplo de fluxo de caixa, mas eles não seriam tão precisos. Afinal de contas, cada empresa possui características próprias. Mas, uma coisa que pode lhe ajudar bastante diz respeito aos dados que devem ser colhidos.

É claro que também há uma certa variável nesse ponto, uma vez que algumas empresas podem colher informações que o seu âmbito de atuação não requer. No entanto, alguns dos dados para incluir no seu fluxo, são:

  • Fornecedores;
  • Despesas operacionais;
  • Despesas com matéria-prima;
  • Deslocamento;
  • Comissão de produtos e/ou vendas;
  • Empréstimos;
  • Salários;
  • Férias;
  • Rescisão;
  • Contas bancárias;
  • Impostos;
  • Manutenção;
  • Investimentos;
  • Vendas;
  • Juros;
  • ROI etc.

Como dito, esses dados irão variar de acordo com a sua atuação, mas, em suma, o mais importante é manter um fluxo de caixa entrada e saída bem detalhado. E, sempre que possível, divida por categoria, para manter tudo de forma organizada.

Fora isso, um grande erro que alguns cometem é o fato de não colocar o lucro nos dados do fluxo de caixa, pois acham que só entram as despesas, mas não é verdade. No entanto, para obter o lucro, deve-se considerar todas as despesas.

Que tipo de problemas o fluxo de caixa evita?

Já falamos sobre quais são os benefícios que uma boa estrutura do fluxo de caixa proporciona, mas há ainda mais coisas. A verdade é que, devido aos dados que se colhe, há vários problemas que são evitados.

A estrutura de fluxo de caixa permite não apenas fazer o controle de gastos, mas também serve para análises, planejamento a longo prazo, visualizar problemas que estão acontecendo e prever os que podem acontecer. Por isso, nos tópicos seguintes, iremos falar um pouco mais sobre isso.

1 – Pagamento atrasado

Não há nada pior do que deixar as contas em atraso, não é mesmo? É verdade que nem sempre isso ocorre de maneira consciente. Afinal de contas, com milhões de coisas para fazer, pode acontecer de esquecermos alguma coisa.

No entanto, quando se tem o gráfico de fluxo de caixa, isso não acontece. Afinal de contas, ele reúne todas as despesas recorrentes. E, se no final do mês as contas não baterem, com certeza é sinal de que está faltando alguma coisa.

E não ter esse tipo de problema tem um grande benefício: evita juros. Imagine ter uma despesa de R$15.000,00, por exemplo, e o juros por atraso é de 2%. Nesse caso, se teria o prejuízo de R$300,00. Então, ao evitar esse problema, de certa forma, a sua empresa tem uma certa economia.

2 – Desorganização de recursos

Quando não se tem um fluxo de caixa, é normal não saber para onde o dinheiro da empresa está indo. Afinal de contas, como há vários setores, ficar perdido em relação ao destino que os recursos estão tendo é praticamente certeza.

No entanto, um dos objetivos do fluxo de caixa é justamente organizar tudo em categorias. Sendo assim, você sempre vai saber para onde vai o dinheiro da empresa e qual o valor destinado para aquela área. Afinal de contas, o fluxo de caixa empresarial permite visualizar relatórios detalhados de custos e receitas, separados por setores.

3 – Análises imprecisas

Em matemática financeira o fluxo de caixa para operações determina análises precisas do seu negócio. Isso quer dizer que você evita ter uma falsa prospecção positiva. Afinal de contas, você pode estar vendendo muito, mas ter pouco lucro.

Em contrapartida, pode ter meses em que o número de vendas não foi exponencial, mas lhe gerou bons lucros. Ou seja, as projeções de fluxo de caixa fazem com que você tenha uma real noção se a sua empresa está em ascensão ou não, por exemplo.

Fora isso, caso um setor esteja gastando demais, o objetivo do fluxo de caixa é informar tais dados. Sendo assim, é uma forma de ter um parâmetro geral e preciso do funcionamento de toda a sua empresa, o que lhe garante informações mais precisas e eficientes.

4 – Não compreender o crescimento da empresa

Através desse método, é possível ter uma projeção de fluxo de caixa e, através dele, você consegue acompanhar e entender o quanto a sua empresa está crescendo. Como falamos no início, o indicativo de que uma empresa está em ascensão não é o reconhecimento nacional.

Na verdade, faz-se isso através da questão financeira, mas através de lucros, não de vendas. Afinal de contas, pode acontecer de você vender muito e o mês não ser lucrativo. Diante disso, você fica suscetível a cair na falsa sensação de ascensão.

Então, a projeção do fluxo de caixa mostra, de fato, o ritmo que o seu negócio está crescendo. E isso acontece em especial porque ele permite comparar com os meses anteriores ou até com o mesmo mês do ano passado.

5 – Ficar sem dinheiro

Quando você aprende a montar fluxo de caixa, o dinheiro da empresa se torna mais organizado e contido nos devidos setores. Como consequência, você obtém um planejamento adequado. E o que isso quer dizer? Que evita com que a sua empresa fique sem dinheiro em dados momentos.

O que move uma empresa é o capital. Então, ficar sem dinheiro é um pesadelo e um problema que deve ser evitado a todo custo. Portanto, quando você aprende como montar um fluxo de caixa, você garante que por esse problema a sua empresa não vai passar.

Mas não é só isso. Além do problema de ficar sem dinheiro, o fluxo de caixa possibilita antever imprevistos. Sendo assim, a saúde financeira da sua empresa se torna muito mais estável, o que é ótimo para o seu crescimento.

Como se calcula o fluxo de caixa?

Mediante toda essa explicação que já fizemos até aqui, você já pôde entender que o fluxo de caixa não é importante para uma empresa, mas sim necessário. Para garantir a boa gerência, organização e crescimento da empresa, esse é um fator indispensável.

Sendo assim, com certeza você está querendo saber sobre como calcular o fluxo de caixa. No entanto, o primeiro passo para que essa conta se torne possível é ter na ponta do lápis todas as suas receitas e despesas anotadas, mas tudo mesmo.

Algumas pessoas acham que valores muito baixos não precisam ser inseridos, mas não é verdade. Para calcular fluxo de caixa, todo valor é importante, mesmo os mais insignificantes. Feito isso, o passo seguinte é somar todas as receitas.

Na grande maioria das vezes, elas provêm das operações que a empresa realiza, como vendas de produtos e serviços, ou dos seus investimentos. Some todas. Em seguida, pegue todas as despesas que a empresa teve nesse mesmo período dos ganhos.

Ou seja, os gastos operacionais, como aluguel, matéria-prima, salário dos funcionários, pagamentos de impostos, dividendos etc. Lembre-se que, mesmo tendo que somar todos os custos, você deve dividi-los em categorias, para melhor gerência.

Ademais, para poder fazer o cálculo, é de grande importância que se utilize o mesmo período da soma das receitas e dos gastos. Em seguida, é só subtrair o valor obtido da receita pelo valor obtido das despesas. Ou seja, seria assim:

  • Fluxo de caixa= receitas-despesas.

Fora isso, outra coisa que não podemos deixar de falar diz respeito à quando esses cálculos devem ser feitos. O ideal, para melhor controle e obter resultados mais precisos, é fazer os cálculos de forma diária, mas pode ser que isso seja inviável para você. Se for o caso, procure fazer a cada quinze dias.

Operações que não afetam o fluxo de caixa

Já falamos sobre o cálculo de fluxo de caixa e o quanto ele é importante para uma empresa. Inclusive, já citamos aqui que todos os valores devem ser incluídos ao fazer as contas, mesmo aqueles que pareçam ser mínimos.

Essa é uma afirmação quase que unânime. Afinal de contas, como diz o ditado: “de grão em grão a galinha enche o papo”. Ou seja, de forma isolada, aquele valor pequeno pode parecer insignificante. Mas, num montante, eles podem se tornar expressivos.

Mas, dentro dessa linha de raciocínio, é normal que você se pergunte se há alguma operação que não afete o fluxo de caixa. E, quanto a esse assunto, há algumas divergências. Afinal de contas, para garantir dados precisos, é necessário levar em consideração todo tipo de gasto e receita.

Mas, de acordo com José Carlos Marion, um mestre, doutor e livre-docente em Contabilidade pela Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA/USP), há algumas transações que não afetam o caixa.

Segundo ele, as compras e as vendas de mercadorias a prazo, correção monetária do balanço e as depreciações são valores que não se relacionam com o fluxo de caixa e, portanto, elas não são afetadas por eles.

Fluxo de caixa e capital de giro

Outra coisa do qual é importante manter atenção diz respeito ao capital de giro e fluxo de caixa. Será que há ligação entre um e outro? Afinal de contas, para que uma empresa se mantenha de pé dentro do mercado, é de grande importância que ela tenha um capital inicial de giro.

Então, será que isso deve entrar no indicador de fluxo de caixa? A resposta é sim, e o motivo é um tanto simples. O capital de giro é responsável, dentre várias outras coisas, pela manutenção de processos, como pagar fornecedores, por exemplo.

Então, ter essa gestão do capital de giro é uma forma essencial de buscar formas de otimização, como o fato de adiantar recebíveis ou evitar estoque parado, por exemplo. Mas, uma outra situação que mostra o quanto o fluxo de caixa com o capital de giro é importante, é a seguinte:

Imagine que você pagou o fornecedor à vista, mas precisa de um tempo para vender todos os produtos. Você concorda que, até fazer as vendas, é preciso ter capital para arcar com essa compra? E, caso possua mais de um fornecedor, deve-se possuir o dobro do capital.

Portanto, para evitar cair em dívidas ou o famoso descontrole do capital de giro, é de grande importância manter o fluxo de caixa alinhado com essa questão. Nesses casos, os indicadores de fluxo de caixa servem para equilibrar três fatores:

Ao fazer isso, você garante que além de vendas, o seu negócio vai gerar lucro, o que irá manter o fluxo de caixa sempre equilibrado. Inclusive, há algumas calculadoras de capital de giro que podem lhe ser bem úteis nesse processo.

Qual a diferença entre fluxo de caixa e controle de caixa?

Uma outra coisa que causa dúvida nas pessoas diz respeito ao fluxo e controle de caixa. Como são nomes muito parecidos, é normal as pessoas acharem se tratar de uma única coisa só. Mas, na prática, não é dessa forma que acontece.

São dois conceitos diferentes e que tratam de coisas distintas. O fluxo de caixa analisa questões que se relacionam com o financeiro da empresa como um todo. Ou seja, é meio que um aparato geral sobre tudo. Por conta disso, é possível prever quanto irá ganhar ou perder.

Trata-se de um elemento não apenas de controle, mas que é essencial para estipular um planejamento estratégico para qualquer empresa. Mas, no que tange ao controle de caixa, ele pode ser resumido por ser o registro diário ou semanal de toda a movimentação financeira da empresa.

Então, através do controle de caixa, o empresário consegue avaliar os ganhos ou perdas de um período mais específico. Essa abordagem é ideal para empresas que trabalham com produtos sazonais. Ou seja, que dão lucro apenas em determinada época do ano.

Com o controle de caixa, o gestor consegue manter o controle financeiro em ordem, haja vista que consegue visualizar com mais frequência a variação do mercado. Fora isso, evita o fato de adquirir produtos nos locais errados, uma vez que se sabe que ele tende a vender em período X.

Então, em suma, a principal diferença entre ambos é que o fluxo de caixa é um instrumento de gestão completa. Em contrapartida, o controle de caixa é mais um instrumento de controle, mas ambos podem trabalhar de forma conjunta.

Isso quer dizer que o controle de caixa é uma ferramenta que ajuda a compor o contexto do fluxo de caixa e, por isso, deve ser aplicado de forma harmônica na empresa.

Tipos de fluxo de caixa

Outra informação do qual pode ser interessante saber é em relação aos tipos de fluxo de caixa. Esse é um assunto um tanto quanto extenso, mas que, se você quer garantir que a sua empresa possua a melhor abordagem, é interessante ficar atento a essas questões.

Cada um desses fluxos, por mais que possuam objetivos bem semelhantes, têm focos diferentes. Dessa forma, podem contribuir ainda mais para a captação de dados da sua empresa. Então, para saber mais sobre o tipo de fluxo de caixa é só continuar nos tópicos abaixo. Confira!

Fluxo de caixa projetado

O primeiro que iremos falar é a respeito do projetado. Mas, o que é fluxo de caixa projetado? Em suma, ele nada mais é que um instrumento que se usa a fim de conhecer as entradas e saídas com muito mais detalhes.

Por conta disso, o fluxo de caixa projetado é ideal para quem quer saber, a curto prazo, todos os elementos do faturamento e dos custos. Imagine que uma empresa tem R$10.000,00 em caixa e, no dia de hoje, fez um pagamento de R$7.000,00.

Ou seja, em caixa, se teria R$3.000,00. Contudo, há projeção para que, dali alguns dias, haja o recebimento de R$15.000,00. Então, isso significa dizer que o saldo projetado é de R$18.000,00. Sendo assim, por conta desse tipo, torna-se possível ter um cenário mais amplo.

Portanto, se você quer buscar um financiamento, indica-se usar o fluxo de caixa projetado, uma vez que dará uma base de como andam as suas finanças ou mesmo quais ajudas você pode buscar a fim de potencializar a sua empresa.

O fluxo de caixa projetado permite gerir uma empresa com base em dados mais sólidos, além de conquistar alguns pontos bem positivos, como controlar as finanças da empresa sem precisar tomar medidas drásticas.

Fluxo de caixa realizado

Esse tipo de caixa, por sua vez, trabalha com os dados coletados ao longo do mês e, por conta disso, demonstra como a empresa se comportou financeiramente durante o período. Então, é um ótimo parâmetro para avaliar de forma precisa a organização.

Fora isso, utiliza-se o fluxo de caixa realizado para identificar onde houve mais gastos, qual mix de produtos teve mais saída ou mesmo quais foram as falhas na gestão financeira. Portanto, através dele, pode-se fazer previsões para o próximo período.

Fluxo de caixa acumulado

Como o próprio nome sugere, o fluxo de caixa acumulado anda mais é que o saldo disponível em caixa. Ele é um tanto simples de aplicar nas empresas, haja vista que não demanda tanto trabalho. Contudo, isso não quer dizer que ele não seja importante.

O fluxo de caixa acumulado possui uma grande função. Afinal de contas, como é responsável por obter o lucro bruto da empresa, torna-se possível comparar com outros períodos, para ver como está o andamento da organização.

Fluxo de caixa diário

O nome já é auto interpretativo, ou seja, é aquela cuja análise deve ser feita todos os dias, com um controle sobre as entradas e saídas do dia em questão. É algo um pouco mais trabalhoso? Com certeza. No entanto, o resultado é compensador.

E é por essa dificuldade que muitos procuram exemplo de fluxo de caixa diário, para saber como ele deve ser feito. Esse tipo é mais comum em grandes estabelecimentos, com muita movimentação diária, como lojas, supermercados etc.

Uma empresa que vende muito num único dia, precisa de um fluxo diário, a fim de ter um maior controle sobre entrada e saída não só de dinheiro, mas também de mercadoria. Isso vai evitar muitos problemas, em especial no que tange à prejuízos.

Pelo fato de ser algo mais completo, é ideal investir em uma planilha de fluxo de caixa diário, onde as informações fiquem condensadas lá. Dessa forma, obtém-se um cenário completo de tudo o que foi feito no dia, em termos de ganhos e custos.

Por ser um tipo essencial para grandes empresas, caso você tenha alguma dificuldade para montar a sua, há possibilidade de encontrar algum modelo de fluxo de caixa diário. É claro que as informações irão variar, uma vez que cada empresa tem suas particularidades. Mas, no geral, isso irá lhe ajudar a criar algumas planilhas de fluxo de caixa diário.

Fluxo de caixa semanal

Esse é o tipo de fluxo de caixa ideal para empresas que tem uma boa quantidade de vendas diária, mas não a ponto de necessitar de um planejamento diário. Uma coisa que você deve aprender é definir um período em que o fluxo de caixa será feito.

Para isso, é preciso levar em consideração o porte e volume de negócios que a sua empresa faz. E, para fazê-lo de forma semanal, é preciso se atentar a algumas questões. Em relação ao fluxo semanal, leve em consideração os seguintes pontos:

  • Identifique as receitas e despesas;
  • Tenha previsão dos seus gastos;
  • Faça o registro de todas as contas a pagar e receber;
  • Elenque por categorias;
  • Crie centros de custos e lucros;
  • Atualize de forma constante.

Fluxo de caixa mensal

O fluxo de caixa mensal é aquele que se dispõe a coletar dados referente ao mês. Ele é mais indicado para empresas que não tem um porte ou volume de vendas exponencial e, portanto, não há necessidade de coleta diária.

Trata-se, também, de uma forma de gerir e projetar todas as entradas e descontos do seu negócio. Ademais, através dele, é possível comparar com o mesmo mês de anos passados, por exemplo. É uma forma bem eficiente de averiguar se a empresa está evoluindo.

As planilhas de fluxo de caixa mensal podem ajudar bastante a encontrar o saldo da caixa e montar estratégias eficientes. Mas, para que isso possa ocorrer, é importante que crie uma planilha contendo as seguintes informações:

  • Entradas;
  • Saídas;
  • Resultado do período.

Fluxo de caixa anual

Esse tipo de fluxo é muito importante, até porque, por ele, é possível ter uma ideia geral a respeito da sua empresa. Torna-se possível avaliar os dados da organização e averiguar se os resultados para o ano foram aquilo que esperava ou não.

No entanto, ainda que ele seja importante, não é muito recomendado que você fique apenas com o fluxo de caixa anual. Afinal de contas, ao optar só por ele, não será possível comparar os meses de um ano com o outro, por exemplo.

Por conta disso, a nossa dica é que você faça sim o fluxo de caixa anual, mas que não fique preso apenas nele. O ideal é ter um fluxo mensal, caso a sua empresa não tenha um porte gigante e, ao final do ano, ter esse aparato geral.

Fluxo de caixa trimestral

Nada mais é que um fluxo de caixa feito a cada três meses. Ele também é eficiente e ajuda a observar o crescimento da sua empresa de forma trimestral.

Fluxo de caixa histórico

Como talvez você esteja pensando, esse fluxo se refere ao passado da empresa. Ou seja, todo e qualquer tipo de custo e receita que a organização obteve em anos anteriores. Ele é importante para averiguar os valores que você gastava com determinados setores, por exemplo.

Dessa forma, em épocas de crise, você pode voltar a esses relatórios a fim de averiguar em quais setores é possível otimizar custos. E é por essa razão que todo fluxo de caixa deve ficar guardado, pois nunca se sabe quando ele será necessário.

Fluxo de caixa descontado

Muito se fala a respeito desse tipo, mas o que é fluxo de caixa descontado? Em suma, ele nada mais é que uma forma de avaliar a riqueza do empreendimento, bem como os benefícios que mantém em caixa para futuros projetos.

Por conta disso, ele é muito usado por pessoas que têm interesse em vender a própria empresa ou atrair investidores. Afinal de contas, quando se consegue captar investimento, sinal de que a empresa terá novas formas de ganho.

Por conta disso, é bem interessante ter uma planilha fluxo de caixa descontado, pois ele possibilita visualizar o valor e distingui-lo do preço aplicado. Ou seja, o empreendedor analisa o valor da empresa com base em tudo que ela tem.

Ademais, esse tipo mostra de forma exata quais tipos de retorno o investidor ou empreendedor irá ter, uma vez que mostra o período a ser finalizado e com uma visão completa do valor real do negócio. Então, estipula-se o valor da empresa com base, também, no retorno que o negócio pode dar no futuro.

E, por ser uma boa forma de atrair investidores, com certeza você precisa saber fazer o cálculo fluxo de caixa descontado. Falaremos sobre isso a seguir.

Como calcular fluxo de caixa descontado?

Antes de passarmos a fórmula fluxo de caixa descontado, é preciso entender alguns pontos sobre o assunto. De acordo com alguns especialistas, para que se consiga obter o valor correto, torna-se necessário medir três fatores. São eles:

  • Estimativa de fluxo de caixa: nada mais é que o projeto de faturamento que permite analisar quais são os custos do empreendimento. Então, é nessa fase que o gestor analisa e busca um investidor externo ou empréstimo bancário.
  • Taxa de desconto: é quando se obtém um valor de risco para as atividades que a empresa pode gerar. Portanto, cria-se um custo médio do capital de giro, fazendo com que a empresa possa caminhar com o financeiro em ordem. Feito isso, pode-se adquirir capital externo.
  • Valor residual: esse sim é o valor dos bens e ativos do negócio. Então, nesse caso, é preciso analisar imóveis, equipamentos e duplicatas de acordo com o seu valor final e que possa gerar lucro para a empresa.

Esse é o modelo de fluxo de caixa descontado, o qual se aplica apenas em empresas específicas. Então, diferente dos demais tipos, essa não é uma obrigação para a sua organização. Inclusive, na grande maioria das vezes, é preciso fazer uma auditoria para utilizá-lo.

Fluxo de caixa convencional

Na verdade, trata-se de uma série de fluxo de caixas que, à medida que o tempo passa, seguem uma direção. Ou seja, isso quer dizer que, se a transação inicial for uma saída, será seguida por períodos sucessivos de fluxos de caixas internos.

Fora isso, ainda que seja um pouco difícil, esse tipo pode significar que, se a primeira transação for uma entrada de caixa, seguirá por uma série de saídas de caixa.

Fluxo de caixa não convencional

Por lógica, o não convencional é aquele que se opõe ao que citamos acima. Ou seja, esse fluxo de caixa se caracteriza por uma série de fluxos de caixas em diferentes direções durante um determinado período, que é o mais popular.

Afinal de contas, as empresas tendem a passar por certas verificações periódicas de reparo e de manutenção. No entanto, observa-se essa prática na vida financeira de algumas pessoas. Ou seja, são aqueles que costumam sacar dinheiro de suas contas para cobrir as despesas do mês.

Fluxo de caixa relevante

Trata-se de um fluxo de caixa que tende a provocar uma certa mudança no fluxo geral de toda a empresa. Por conta disso, ele está sujeito a aceitação ou não desse projeto. 

Fluxo de caixa simples

Utiliza-se o fluxo de caixa simples para negócios que não tem um grau de complexidade tão grande. O mais interessante sobre esse tipo é que ele segue as premissas básicas dos demais modelos, ou seja, com controle de entradas e saídas, investimento etc.

Por conta disso, criar uma planilha de fluxo de caixa simples é, de fato, descomplicado e muito eficiente. Em suma, para que isso ocorra, é preciso dividir por categorias mais amplas e um controle semanal ou mensal.

No entanto, isso pode variar de acordo com o seu tipo de negócio. Então, como fazer isso? É preciso ter algum modelo de fluxo de caixa simples? Bem, assim que esse fluxo for feito, se o valor estiver negativo, o gestor deve tomar medidas de gastos que devem ser cortados.

E isso acontece para que a renda da empresa torne a crescer. Em contrapartida, se os resultados forem positivos, quer dizer que o negócio está no caminho certo. Por isso, ter várias planilhas de fluxo de caixa simples, a cada mês, pode facilitar ao analisar esse parâmetro.

Em caso de saldo positivo, o gestor pode disponibilizar o saldo restante para investir em melhorias na empresa, como contratar funcionários, fazer alguma reforma ou comprar ações. Mas, se você tiver alguma dúvida para elaborar a sua planilha, saiba que há exemplo de fluxo de caixa simples que podem ser encontrados.

Fluxo de caixa operacional

O fluxo de caixa das atividades operacionais, ou apenas FCO, faz parte do grupo de demonstrativo do fluxo de caixa. Ou seja, isso quer dizer que ele é ideal para representar todas as entradas e saídas monetárias referente à operação da empresa.

E, através das informações que esse fluxo fornece, é possível entender o quanto a sua empresa está lucrando ou quais têm sido os gastos por operação. Fora isso, é através dele que se avalia o retorno sobre os seus investimentos.

Para tal, há alguns dados importantes para a atividade, como precificação de produtos e monitoramento de saúde financeira do negócio. Ademais, ele é muito indicado para quem tem muitas vendas a prazo. E isso acontece porque ele consegue prever o saldo do caixa.

Sendo assim, é uma opção que garante que a empresa terá capital para comprar insumos, pagar contas ou mesmo realizar entregas, por exemplo. No entanto, é preciso saber a forma correta de calcular. Falaremos sobre isso a seguir.

Como calcular o fluxo de caixa operacional?

Antes de falarmos sobre a fórmula para calcular fluxo de caixa operacional, você precisa saber quais dados precisam ser coletados. São eles:

  • Demonstração do resultado de exercício simplificado: são as que relatam as receitas e despesas de forma resumida. Ou seja, apenas a soma de todas as receitas e todas as despesas. Em seguida, é só subtrair um valor do outro.
  • Lucro antes do imposto de renda: também chamado de LAIR, é o lucro operacional. Para obtê-lo, é preciso ver nas demonstrações de resultados da empresa.
  • Lucro líquido: basta subtrair o valor imposto de renda do valor que você encontrou na fórmula de lucro antes do imposto de renda.

Essas são as informações que você precisa ter para poder calcular o FCO. Então, após ter todos esses dados em mãos, é hora de colocar na fórmula. Apesar de existir vários tipos, as mais comuns são as seguintes:

  • FCO = (lucro antes dos impostos = desvalorização) – Impostos;
  • FCO = lucro líquido + juros + desvalorização.

Então, vamos supor que a sua empresa possua os seguintes indicadores:

  • Receita de R$210,00;
  • Custo da Mercadoria Vendida de R$40,00;
  • Despesas administrativas de R$50,00;
  • Depreciação de R$20,00;
  • Alíquota IR de 30%.

Usando a primeira fórmula, ficaria algo como:

  • FCO = (lucro dos impostos + desvalorização) – impostos
  • FCO = 100-27+20
  • Fluxo de Caixa Operacional = 93

Fluxo de caixa de investimento

O fluxo de caixa de investimentos, como o próprio nome diz, é aquele que se volta para essa área. É essencial que uma empresa tenha capital para que o seu negócio continue atuando no mercado. E, além das vendas, é possível tentar captar investidores.

Sendo assim, é preciso determinar algumas ações para melhoria e decisões de investimento. Isso quer dizer que o fluxo de caixa de investimento visa medir a entrada e saída de caixa de uma empresa em determinado período.

Ademais, através desse método, o fluxo de caixa de investimento se refere a quanto a empresa investiu no negócio e qual o valor que precisa ser investido, mas de forma constante.

Fluxo de caixa contábil

A demonstração do fluxo de caixa é elaborada pela contabilidade. Ou seja, em suma, quer dizer que mostra quais foram as entradas e saídas de dinheiro da empresa, mas dentro de um período e quais foram os resultados do fluxo.

Fluxo de caixa pessoal

Você já notou o quanto o fluxo de caixa pode ajudar na organização de uma empresa, não é mesmo? No entanto, também é preciso se preocupar com as finanças individuais. Então, será que esse conceito ligado às organizações, não pode ser aplicado na vida pessoal?

Sim, e é disso que se trata esse tipo! Não é à toa que muitas pessoas procuram fazer uma planilha de fluxo de caixa pessoal, pois esse simples ato pode mudar a forma como você lida com as questões financeiras na sua vida.

As planilhas de fluxo de caixa pessoal são ótimas formas de controlar as despesas individuais durante um período. E, tal qual o meio empresarial, essa atividade pode fazer com que você se sinta mais seguro para passar o mês, sem perrengues.

Então, mesmo que você tenha uma planilha de fluxo de caixa pessoal mensal simples, com certeza já irá fazer uma grande diferença. Afinal de contas, vai contribuir para um panorama completo e detalhado a respeito da sua situação financeira.

O mais interessante a respeito desse ponto é que, se você tiver alguma dúvida de como fazer, há um modelo de fluxo de caixa pessoal do qual você pode se inspirar e, dessa forma, criar um para si próprio.

Como fazer um fluxo de caixa pessoal?

Se há dificuldade para criar essa atividade em empresas, na vida pessoal não seria muito diferente. Por isso, se você quer criar um fluxo de caixa pessoal diário, há algumas coisas das quais você precisa ter ciência.

Então, para ter um modelo fluxo de caixa pessoal, é preciso se atentar a algumas questões, para que de fato tenha efeitos positivos na sua vida. Portanto, no que diz respeito às atividades que você deve anotar, podemos citar:

  • Pagamento de contas de água, luz, internet, cartão de crédito etc.;
  • Salário (e demais rendas, como aluguel, investimentos etc.);
  • Gastos do dia, semana ou mês;
  • Saldo do dia (quanto tem em dinheiro);
  • Receita (valor de todo o dinheiro extra);
  • Movimentações do dia.

Há opções de planilha de fluxo de caixa pessoal gratuita, o que pode facilitar bastante esse processo. Ademais, não podemos deixar de citar que você pode fazer esse controle de forma diária ou mensal, a depender do seu perfil.

Como o fluxo de caixa pessoal simples varia de acordo com o seu perfil, é preciso adequar para que ele funcione da forma correta. Fora isso, é possível obter ajuda de app fluxo de caixa pessoal, os quais são bem eficientes.

Fluxo de caixa incremental

Esse tipo de fluxo de caixa, na verdade, são todos os valores relevantes que se usa para as avaliações que se originam por conta da decisão do investimento. Portanto, utiliza-se quando se resolve aplicar capital em uma outra empresa ou negócio paralelo.

Sendo assim, para esse caso, o fluxo atua como um modelo matemático que se foca em mostrar as movimentações de dinheiro ao longo de todo o planejamento do projeto. Fora isso, quais impactos irão surtir na sua empresa.

Então, de certa forma, o fluxo de caixa incremental permite que você conheça a rentabilidade e viabilidade do local, representando a renda econômica que se gerou através de um projeto.

Fluxo de caixa líquido

De forma bem resumida, ele tende a mostrar a quantidade de dinheiro que está disponível para fazer alguma transação para a empresa. Ele é bem similar ao patrimônio líquido, haja vista que leva em consideração o resultado entre o débito de todos os passivos com ativos da empresa.

Então, o fluxo de caixa é aquele cujo dinheiro fica disponível para realização de investimento na própria companhia. Esses investimentos podem ser em ativos operacionais como máquinas e equipamentos como aquisições de valores mobiliários, por exemplo.

Então, isso quer dizer que esse fluxo de caixa tem a função de ajudar o empreendedor e entender a capacidade financeira que uma empresa tem de gerar mais receita livre.

Fluxo de caixa livre

Há uma certa confusão a respeito desse termo e do anterior. Por isso, você precisa saber, de fato, o que é fluxo de caixa livre. Em suma, ele é o saldo que você tem disponível na sua empresa, que fica “parado” depois de fazer todos os pagamentos.

Então, o que fazer com ele? Como o nome diz, ele é livre, mas na grande maioria das vezes, utiliza-se para quitar eventuais dividendos. Por isso se fala que o fluxo de caixa livre para o acionista é a mesma coisa, também.

Afinal de contas, essa sobra pode verter para os acionistas ou para quitar algum endividamento da empresa. Fora isso, esse tipo de fluxo é visto como a capacidade de gerar caixa para os acionistas, justamente por conta do que falamos acima.

Fluxo de caixa de financiamento

Assim como o nome indica, esse fluxo se refere ao pagamento ou captação de recursos que terceiros emprestaram para a sua empresa. Trata-se de uma despesa fixa, a qual todos os meses, durante um certo período, é preciso destinar recursos para esse setor.

É uma forma de evitar pagar a conta em atraso e lhe gerar juros, por exemplo. Fora isso, é considerado atividade de fluxo de caixa de financiamento, além de empréstimos, a emissão de novas ações ou recompra de papéis.

Fluxo de caixa financeiro

O fluxo de caixa financeiro é o movimento de entradas e saídas de dinheiro do caixa da empresa. Ou seja, tudo aquilo que a empresa recebe ou paga no seu dia a dia. Portanto, para garantir uma boa mensuração de dados, é preciso ter os seguintes registros:

  • Recebimentos: vendas à vista e a prazo, recebimento de duplicatas, juros de investimentos etc.;
  • Pagamentos: compras à vista e a prazo, pagamento de despesas e salários, compra de ativos etc.;
  • Previstos: pagamentos e recebimentos futuros conhecidos.

Tendo esses dados, o gestor consegue ter uma visão clara da situação atual da empresa. Fora isso, também consegue prospectar a situação do negócio no futuro e, dessa forma, trazer segurança para a empresa.

O resultado do fluxo de caixa será, então, o saldo disponível, apurado pela diferença entre o total do valor dos recebimentos e pagamentos feitos em um determinado período. No entanto, ele deve ser igual ao dos recursos disponíveis no caixa.

Fluxo de caixa negativo

O fluxo de caixa negativo quer dizer que o financeiro da sua empresa não está bom, ou seja, está negativo. Caso isso aconteça, é preciso, de imediato, tomar alguma atitude para reverter essa situação e se recuperar o quanto antes.

Você pode procurar alguma entrada externa como novos investidores, venda de equipamentos, imóveis ou mesmo algum tipo de empréstimo no mercado. Mas tenha cautela para não tomar nenhuma ação do qual você não irá conseguir arcar no futuro, em especial no que tange aos empréstimos.

Qual a diferença do método indireto e direto?

Dentro da contabilidade, muito se fala a respeito do fluxo de caixa direto e indireto. São dois conceitos que têm um peso muito grande dentro de uma organização. Portanto, é de grande importância que você entenda mais a respeito desse assunto.

Ainda que o fluxo de caixa método direto e indireto possam se complementar, eles não são a mesma coisa. Cada um possui a sua abordagem e tratam de questões diferentes. Então mesmo que na sua empresa tenha os dois métodos, é essencial entendê-los.

Afinal de contas, se acaso você precisar de um dado específico, para qual irá recorrer? Para o fluxo de caixa método indireto ou para o fluxo de caixa método direto? Então, para saber mais sobre o assunto, é só continuar nos parágrafos abaixo.

Método indireto

O fluxo de caixa indireto surgiu a partir de uma movimentação de contas que alteram o caminho dos lucros, como o estoque, contas a receber e a pagar, além de investimentos, financiamento e coisas do gênero que são capazes de gerar perda para a empresa.

Ou seja, esse método trabalha com contas, que na grande maioria das vezes se dividem em operações, investimentos e financiamentos. Em relação a demonstração de fluxo de caixa indireto, uma das vantagens é fato aceitar um baixo custo, já que utiliza balanços do financeiro referente ao início e ao final do período.

Além do mais, o método indireto fluxo de caixa altera todas as informações do regime de competência para o regime de caixa. Sendo assim, como cria um processo mais lento, apresenta quase que de imediato resultados que podem aparentar serem desagradáveis em um período de intervalo muito grande.

Método direto

O fluxo de caixa método indireto tem por intuito dimensionar todos os recebimentos e pagamentos de um negócio, mas se utiliza de critérios muito técnicos. Então, em relação à demonstração do fluxo de caixa método direto e indireto, essa é uma das coisas que difere um do outro.

Ou seja, ele se utiliza de dados palpáveis e diretos. A grande vantagem da demonstração de fluxo de caixa direto é o fato de permitir gerar informações com base em critérios técnicos. Dessa forma, elimina por completo a interferência da legislação local.

A exemplo, podemos citar os ganhos com base nos cartões de crédito e débito de uma empresa. As diferenças de ganhos e perdas são analisadas e, assim, cria-se uma forma de compensação em ambas as situações.

Fora isso, há grande facilidade na administração financeira da empresa e eliminação de problemas de origem nos setores operacionais, financiamentos ou em investimento. Portanto, de uma certa forma, ele é mais “consistente”.

Quais são os indicadores de fluxo de caixa?

O setor de finanças com certeza é um dos mais importantes. Afinal de contas, é ele quem procura manter a empresa sempre de pé, uma vez que, sem capital, dificilmente uma organização vai prosperar. Por conta disso, é um trabalho minucioso e que requer bastante atenção.

Por isso, é sempre bom ter uma ajuda, não é mesmo? E é mais ou menos para isso que servem os indicadores. Afinal de contas, eles podem auxiliar na análise da saúde financeira da sua empresa, com o máximo de praticidade.

São várias as vantagens dos indicadores de fluxo de caixa, e o principal deles é o fato de garantir mais organização nas contas e no equilíbrio das finanças. Assim, é possível que a empresa se desenvolva a longo prazo. Os indicadores de fluxo de caixa, são:

  • Fluxo de caixa;
  • Retorno sobre Investimento (ROI);
  • Resultado operacional;
  • Resultado operacional de caixa;
  • Ponto de equilíbrio;
  • Resultado de lucro líquido;
  • Controle orçamentário;
  • Capital Expenditure (CAPEX);
  • Operational Expenditure (OPEX).

Cada um deles serve para uma finalidade específica, sendo que todos se relacionam com o setor financeiro. Então, como você com certeza já entendeu a importância dessa área para uma empresa, pode ser interessante conhecer mais a fundo cada um deles.

Uma empresa precisa ter todos os setores sólidos. Em razão disso, deve-se procurar por constantes melhorias. Em vista disso, aplicar tais indicadores pode fazer com que a sua empresa cresça ainda mais no mercado.

Quais as diferenças entre o Demonstrativo de Resultados do Exercício (DRE) e o Demonstrativo de Fluxo de Caixa (DFC)?

Outra coisa da qual você deve ter conhecimento é a respeito do DFC, DRE e fluxo de caixa. São conceitos que, por serem parecidos, causam uma certa confusão. No entanto, trata-se de duas coisas diferentes, ainda que trabalhem em conjunto dentro da organização.

Em suma, eles são informativos para a gestão financeira da empresa. Sendo assim, através deles, torna-se possível analisar como anda a situação financeira da empresa através de dois olhares diferentes. Então, além de ser algo preciso, é possível escolher a melhor solução para a sua necessidade.

A demonstração do fluxo de caixa é um dos demonstrativos que trabalha e auxilia na visualização mais detalhada e precisa para uma empresa. Então, abaixo, iremos falar com mais detalhe sobre cada um deles.

Demonstrativo de Resultados do Exercício (DRE)

Na grande maioria das vezes, aplica-se o fluxo de caixa e DRE de forma conjunta. Afinal de contas, esse sistema tende a fazer com que o empreendedor consiga avaliar se o sistema financeiro da empresa está da forma correta.

Isto é, se está saudável e com a descrição completa de todas as movimentações, bem como origens, funções e aplicações, por exemplo. Portanto, através dele, é possível avaliar se vale a pena continuar produzindo ou comercializando os produtos e serviços.

Ademais, através dele, é possível mensurar se determinada ação está servindo para gerar o lucro desejado ou mesmo para pagar qualquer despesa que a empresa esteja tendo no momento. 

No entanto, mesmo com esses demonstrativos, os resultados que se obtém não fornecem dados mais precisos sobre o fluxo de caixa, de uma forma completa. E essa é a razão pela qual se deve aplicar os dois juntos. Um não substitui o outro, e sim completa.

Demonstrativo de Fluxo de Caixa (DFC)

Muitos se perguntam sobre o que é demonstração de fluxo de caixa e, na verdade, entender esse conceito não é tão complicado assim. Em suma, ele mostra o valor do dinheiro que a empresa de fato possui.

Então, a demonstração do fluxo de caixa indica as entradas e saídas, mas sempre com intuito de fazer com que o gestor entenda como está o dinheiro da empresa. Sendo assim, deve-se manter o controle sempre, uma vez que ele garante a saúde financeira da organização.

A demonstração do fluxo de caixa explica as variações. Ou seja, a empresa pode estar positiva nos lucros e gerando uma renda boa, mas, a curto prazo, pode sofrer uma queda e trazer prejuízos. Dessa forma, não consegue arcar com as suas contas.

Mas, nesse tipo, não é possível medir como a empresa está atuando no sistema operacional ou quais resultados podem ser obtidos. Ou seja, utilizam a demonstração do fluxo de caixa apenas para ver o dinheiro que tem em caixa.

Inclusive, muitas vezes acontece de o gestor achar que tem dinheiro em caixa, quando, na verdade, já se destinou o valor para um outro benefício. Então, como ele pode apresentar uma visão errada dos valores reais, é preciso ter bastante cautela ao fazê-lo.

O ideal é manter um controle mais rígido e elaborado. Dessa forma, faz com que o fluxo de caixa não vá a duas funções, por exemplo, e no final não se consiga fazer nenhuma das duas.

Como fazer um fluxo de caixa?

Uma outra coisa que você precisa saber é sobre como fazer o fluxo de caixa. Já ficou bem claro o quanto é importante ter uma área que cuide dessas questões dentro da sua empresa. Mas, agora, é preciso colocar a mão na massa.

Para saber como elaborar um fluxo de caixa, antes você precisa saber que a demonstração de fluxo de caixa é elaborada através de dois métodos. No entanto, a forma mais comum, e até mesmo a mais fácil, é através de planilhas. Tanto que, se você não tem qualquer experiência, é possível obter alguns modelos, o que irá lhe facilitar muita coisa.

Então, você até pode tentar fazer uma própria, o que irá lhe render boas horas de trabalho. E, se você não tem o costume de fazer isso, é capaz de deixar alguns elementos importantes de fora. Portanto, se é a primeira vez fazendo essa atividade, opte por um modelo pré-pronto.

É claro que, mesmo pegando uma planilha como modelo, com certeza você vai fazer algumas alterações. Afinal de contas, cada empresa possui características únicas. Então, não deixe de adequar o modelo pronto com a realidade da sua organização.

Contudo, para deixar as coisas um pouco mais fáceis, é possível se utilizar de algumas dicas, como o sistema de fluxo de caixa gratuito ou app para fluxo de caixa. É sobre isso que iremos falar nos próximos tópicos.

Sistemas de fluxo de caixa

O sistema de fluxo de caixa nada mais é que a movimentação de dinheiro do seu negócio. Ou seja, é uma ferramenta tecnológica que visa facilitar a gestão das entradas e saídas, uma espécie de software com várias funcionalidades e recursos interessantes.

Através deles, além de evitar possíveis erros e facilitar a gestão de dinheiro da empresa, há vários outros benefícios. Através do sistema de fluxo de caixa, é possível:

  • Controlar e visualizar toda entrada e saída de dinheiro;
  • Controlar e visualizar, de forma simples, contas a pagar e a receber;
  • Visualizar o demonstrativo de fluxo de caixa, seja ele diário, semanal e/ou mensal;
  • Visualizar a situação do financeiro da empresa;
  • Ter recursos de controle financeiro para gerar relatório e grávidos.

Ou seja, o princípio disso é trazer benefícios através das facilidades dos programas de fluxo de caixa que existem. Portanto, é indispensável não apenas para aqueles que não tem tanta experiência, mas até para os profissionais da área.

Aplicativo de fluxo de caixa

Outra coisa que pode ajudar bastante na hora de fazer essa atividade é apostar em aplicativo para fluxo de caixa. São opções bem simples e intuitivas, que com certeza vão deixar esse trabalho muito mais fácil para qualquer pessoa.

O melhor de tudo é que há uma gama de programa de fluxo de caixa e, portanto, você pode usar aquele que mais se adequa às suas necessidades. E, como muitos deles são gratuitos, não vai gerar nenhum custo para a sua empresa. Dentre todos os apps, podemos citar os seguintes:

Como fazer fluxo de caixa no Excel?

Já falamos que o fluxo de caixa no Excel é o mais comum. Apesar de haver outros métodos, com certeza esse é o mais popular e que traz muitas vantagens para a empresa. E, apesar de ser um software comum, a verdade é que nem todos sabem como mexer nele.

Por conta disso, é normal que você procure saber como fazer um fluxo de caixa no Excel. A verdade é que não é muito difícil, mas antes de fazer, é preciso ter algumas informações essenciais a respeito da sua empresa. Portanto, antes de aprender como calcular fluxo de caixa no Excel, reúna os seguintes dados:

  • Vendas à vista em dinheiro, cheque, cartões;
  • Vendas a prazo;
  • Duplicatas;
  • Compras à vista;
  • Compras a prazo;
  • Despesas;
  • Pagamentos futuros etc.

Ou seja, tenha todos os dados financeiros a respeito da empresa. Somente quando tiver todas elas é que você pode iniciar a atividade.

Como fazer planilha de fluxo de caixa?

A melhor forma é aprendendo como montar um fluxo de caixa no Excel. E isso acontece porque o Excel tem umas funcionalidades bem interessantes, capaz de deixar esse trabalho um pouco mais fácil, por exemplo.

Fora isso, através da planilha para fluxo de caixa você pode fazer um controle diário, semanal, quinzenal ou mensal. Mas, para fazer, é ideal que você categorize todas as receitas e despesas, para facilitar a visualização mais clara.

Além do mais é possível “automatizar” a sua planilha. Ou seja, à medida que você informa os valores, a própria plataforma calcula, de forma instantânea. Dessa forma, você consegue ficar a par de todas as atualizações do saldo.

E, como já falamos, há possibilidade de você pegar uma planilha pronta de fluxo de caixa, o que vai lhe facilitar bastante. É claro que será preciso algumas alterações, afinal de contas, cada empresa é única e possui suas particularidades.

No entanto, ter um modelo de planilha fluxo de caixa é super vantajoso. Ao fazer isso, você passa a ter uma noção de como iniciar e fazer as planilhas para fluxo de caixa.

Então, se você já tiver colhido todas as informações, mas mesmo assim se sentir um pouco perdido para iniciar, procure por algum exemplo de planilha de fluxo de caixa.

Como fazer fluxo de caixa no caderno?

Você é do tipo que prefere um trabalho mais manual? É verdade que os aplicativos e softwares podem ser uma mão na roda. Contudo, se você preferir, saiba que é possível ter um caderno de fluxo de caixa. Fora isso, esse método pode trazer algumas vantagens.

Assim como para fazer planilha simples de fluxo de caixa no Excel, para esse caso também é preciso colher alguns dados, como:

  • Histórico;
  • Entradas;
  • Saídas;
  • Saldo final etc.

Tendo eles em mãos, é só montar o seu fluxo de caixa no próprio caderno, sem nenhuma complexidade. Igual como se fosse no Excel.

Como controlar o fluxo de caixa?

Até você já aprendeu muita coisa a respeito do assunto. No entanto, como fazer para que se consiga controlar o fluxo de caixa da empresa? Essa é uma questão bem recorrente e que de fato muitas pessoas se sentem confusas.

A planilha de fluxo de caixa para empresas facilita esse processo? Se sim, como fazer para evitar com que algum erro passe despercebido? Falaremos sobre isso nos tópicos seguintes.

Registre todas as movimentações

O erro mais comum é não documentar todas as informações na planilha, e isso acontece em especial no fluxo de caixa para pequenas empresas. Afinal de contas, como há alguns recebimentos e pagamentos com valores baixos, acha-se que não precisa anotá-los.

Mas isso é um grande erro. Para controlar o fluxo de caixa para pequena empresa, é essencial que tudo seja anotado e, de preferência, nas categorias corretas. Isso vai ajudar bastante na organização.

Verifique o fluxo todos os dias

Esse com certeza é a melhor forma de controlar o fluxo de caixa. Afinal de contas, você vai estar a par de tudo o que acontece na empresa. Dessa forma, garante que a organização se mantenha saudável, financeiramente falando.

Isso também irá lhe ajudar a prever situações que podem surgir e, dessa forma, já procurar por alguma solução antecipada.

Planejamento de estoque

O fluxo de caixa também envolve o estoque, afinal de contas, é uma das formas de a empresa conseguir lucro. Portanto, averigue se o seu estoque é um capital que não gera renda tampouco juros. E lembre-se, mercadoria parada é prejuízo.

Portanto, algumas perguntas podem ser essenciais dentro desse processo. Questione-se: qual é o valor do meu estoque hoje? Qual é o limite máximo e mínimo dele?

Avalie o longo e curto prazo

A grande parte das pessoas são imediatistas, no entanto, você precisa entender que há resultados que demoram a aparecer. Portanto, através do fluxo de caixa, você pode fazer alguma projeção média para todo o ano, ver quais metas se consegue bater.

Fora isso, veja se, de fato, o plano futuro é capaz de lhe trazer resultados. Afinal de contas, pode acontecer de você acreditar muito numa ideia, mas ela não gerar nenhum lucro significativo para a empresa.

Capital de giro

Será que o seu capital de giro tem sido o suficiente? Entenda que as coisas são cíclicas e, portanto, você precisa atualizar os seus valores. Portanto, se necessário, renegocie contatos com os seus clientes e cobre um pouco mais por aquilo que você oferece.

Determine padrões de crédito de clientes

Para determinar, você precisa entender duas possíveis situações:

  1. Quando as exigências são baixas;
  2. Quando as exigências são altas.

No primeiro caso, quer dizer que você tem muitos clientes para comprar e, por isso, as vendas sobem. Dentro desse contexto, é preciso ter um estoque alto de produtos para atendê-los.

Já na segunda, o número de pessoas com crédito é baixo e, por isso, as vendas diminuem. Portanto, sempre avalie qual das situações é a mais vantajosa para a empresa. Tendo isso em mãos, planeje as ações da sua empresa com cuidado.

Sistema de gestão financeira

A melhor forma de controlar o fluxo de caixa é obtendo ajuda de algum software ou aplicativo. Afinal de contas, pode acontecer de alguma informação passar despercebida, o que vai gerar problemas para a empresa.

Sendo assim, procure por algum sistema que possa lhe ajudar nesse ponto, pois com certeza o nível de segurança, confiabilidade e precisão serão muito maiores.

Perguntas frequentes

Ainda sobre esse assunto, há alguns pontos que geram dúvidas nas pessoas, como os diagramas de fluxo de caixa, por exemplo. Por isso, nos tópicos seguintes, elencamos as perguntas frequentes sobre esse universo. Confira.

O que é a visão integrada de fluxo de caixa?

A visão integrada do caixa nada mais é que uma preocupação para que todos os membros da empresa possam visualizar os dados. Então, dessa forma, cada membro passa a notar a importância de buscar algum tipo de otimização, através do aumento de entradas ou redução de saídas.

Ou seja, é um tipo de fluxo de caixa para imprimir. Afinal de contas, essa é uma forma de fazer com que os colaboradores estejam cientes da situação atual da empresa.

O que é conciliação bancária?

Trata-se de um processo de gestão financeira, o qual se compara a entrada e saídas apontadas no extrato bancário, com controle interno da empresa. Para exemplificar, suponhamos que você tenha uma loja de roupas.

No dia, você vendeu R$500,00 por cartão de débito. No dia seguinte, vendeu R$300,00 e na seguinte mais R$400,00. Portanto, você anotou todas essas informações na sua planilha. No final de semana, deve-se conferir se os valores pagos entraram na sua conta, não é mesmo?

Por conta disso, você precisa emitir o extrato da sua conta bancária e, assim, comparar todas as entradas com a sua anotação. Ou seja, os dados devem bater. Isso se chama conciliação bancária.

Como administrar o fluxo de caixa das empresas?

É possível aplicar algumas dicas bem simples, mas que com certeza irão fazer uma grande diferença. Então, para administrar o fluxo de caixa das empresas, o que você pode fazer é:

  • Acompanhar todos os dias o fluxo de caixa;
  • Saber quais são as entradas e saídas da empresa;
  • Manter todos os dados atualizados;
  • Levar em consideração a sazonalidade;
  • Saiba qual é a média de tempo para receber e pagar;
  • Receba antes, pague depois.

Como melhorar o fluxo de caixa da empresa?

Quando uma empresa emplaca um fluxo negativo, ela precisa tomar algumas ações para se reerguer financeiramente. Por conta disso, há algumas atitudes que podem te ajudar a melhorar o fluxo de caixa da empresa, por exemplo:

  • Criar incentivos para que o cliente pague mais rápido;
  • Organizar estoque;
  • Evitar clientes que demoram ou não pagam;
  • Consolide empréstimos;
  • Não demore a cobrar inadimplências;
  • Planeje a longo prazo;
  • Compare o seu fluxo com controles menores etc.

Como ter um fluxo de caixa eficiente?

Para que o seu fluxo de caixa seja eficiente, é indispensável que você sempre esteja a par do que está acontecendo com ele. Por isso, a dica primordial é verificar todos os dias as entradas e saídas. Ao fazer isso, você passa a ter noção real de como está o seu fluxo, se é eficiente ou não.

Então, dentro dessa linha de raciocínio, é bom que você saiba que um fluxo de caixa uniforme contém os seguintes elementos financeiros:

  • Registro de todas as movimentações;
  • Avaliação do padrão de crédito dos clientes;
  • Pensamento a longo e curto prazo;
  • Sistema de gestão financeira;
  • Especialistas na área etc.

Qual o objetivo do fluxo de caixa?

De maneira resumida, o objetivo é sempre apurar o saldo disponível de uma empresa e projetar o futuro. Dessa forma, garante que a organização esteja sempre com capital de giro.

O que é Projeção de Fluxo de Caixa?

É uma forma de tentar antever o fluxo de caixa. Ou seja, ele leva como base algumas estimativas de entradas e saídas de dinheiro que irão acontecer no futuro da empresa. Trata-se de uma parte essencial dentro da organização.

Afinal de contas, se você está pensando em adquirir alguma melhora ou investir em algum setor, é preciso saber se terá capital para isso. Então, é preciso ter uma prospecção do futuro, a fim de conferir quanto terá em caixa.

O que é um diagrama de fluxo de caixa?

O fluxo de caixa e diagramas de fluxo de caixa é outro conceito que deixa algumas pessoas aquém. Mas, em suma, consiste na apresentação gráfica da movimentação de recursos financeiros de uma empresa, ao longo do tempo.

Ou seja, os fluxos de caixa e diagramas de fluxo de caixa representam entradas, receitas, saídas ou despesas, mas de uma forma gráfica. É mais uma das formas de fazer com que a visualização das informações seja mais fácil.

Conclusão

Através desse artigo, você pôde ter um entendimento geral a respeito de tudo aquilo que envolve o fluxo de caixa. Você aprendeu que fluxo de caixa quanto maior a taxa de desconto, menor o valor presente, por exemplo.

Fora isso, entendeu sobre todos os tipos que existem, onde eles podem ser aplicados e até algumas dicas de como fazer o seu próprio. Portanto, diante de todos esses conhecimentos, podemos concluir o quanto essa atividade é indispensável para qualquer empresa.

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