Curva de Phillips: entenda a relação da inflação com o desemprego

Curva de Phillips: entenda a relação da inflação com o desemprego

Além de outros fatores socioeconômicos, a Curva de Phillips pode ser um grande problema para quem procura emprego. Descubra agora a razão disso e entenda mais sobre essa metodologia!

Você já ouviu falar na Curva de Phillips? Talvez este conceito ainda não seja tão conhecido por algumas pessoas, mas ele é extremamente importante para que possamos compreender as relações entre o desemprego e a inflação, especialmente no cenário atual do Brasil, no qual, a inflação está descontrolada e o nível de desemprego é bastante elevado.

Assim, aprender sobre a economia, bem como sobre a importância da previdência privada corporativa em nossas vidas, é de extrema relevância para garantir um futuro próspero e sem problemas financeiros. Afinal, depois de se aposentar, quem não gostaria de aproveitar a vida?

Por isso, o conhecimento acerca da Curva de Phillips pode acabar se tornando um diferencial na sua vida, principalmente para quem está buscando a compreensão do mercado de trabalho e da inflação para possíveis investimentos no futuro.

Neste conteúdo, elencamos as principais informações acerca do modelo teórico desenvolvido nos anos 60 pelo economista William Phillips. Então, leia até o final para se manter inteiramente informado e garantir um bom conhecimento sobre o assunto aqui abordado.

O que é a Curva de Phillips?

Pensada pelo economista neozelandês William Phillips, a curva de Phillips, que naturalmente recebe este nome devido ao seu desenvolvedor, é uma teoria econômica desenvolvida a fim de compreender a relação que há entre a inflação e o desemprego. 

A curva de Phillips figura como um dos principais modelos teóricos do segmento econômico para calcular tal relação.

A teoria mostrou-se eficiente quando aplicada em situações de aumento ou recessão da economia. 

De modo geral, o modelo de William Phillips prevê que existe uma relação inversamente proporcional entre a inflação e o desemprego. Isso significa que quando um destes elementos está em expansão, o outro, por conseguinte, diminui. 

Como surgiu?

A paisagem social em que a teoria surgiu consistia em um cenário econômico que estava engatinhando no processo de recuperação da economia em um contexto pós-guerra. 

Desse modo, pode-se dizer que era um cenário instável, tendo em vista que a economia oscilava entre expansão e recessão, sobretudo nos países asiáticos, os quais tornaram-se grandes centros de produção mundial.

Tais fatores tornam ainda mais complexo o cálculo da inflação e do desemprego, uma vez que a inflação precisava ser calculada não somente a nível local, mas em uma escala mundial. 

Foi nessas circunstâncias em que o modelo de Phillips surgiu, a fim de buscar compreender os fenômenos existentes na época e, também, a relação deles com o desemprego e a inflação.

Como ela funciona?

De modo geral, a lógica que rege o modelo teórico de William Phillips consiste em afirmar que a alteração no desemprego de um sistema econômico apresenta um efeito oposto à inflação. Existe, portanto, uma relação inversa. 

Dessa forma, se por um lado acontecer o aumento da inflação, o desemprego, por outro lado, diminuirá. Essa relação de aumento de um fator em detrimento da diminuição de outro é chamada de trade-off. 

A relação de trade-off regida pela Curva de Phillips organiza-se com base nos elementos a seguir:

  1. O impulso governamental ocasiona uma maior demanda de trabalho, fator que diminui a quantidade de desempregados;
  2. A baixa no desemprego, portanto, reduz a oferta de mão de obra disponível para inserção no mundo do trabalho;
  3. As empresas, dessa forma, são levadas a aumentarem o valor do salário oferecido para competir com os concorrentes, objetivando atrair os trabalhadores;
  4. Este processo aumenta o custo de produção;
  5. Este custo é impresso nos produtos comercializados, os quais serão consumidos pela população, o que gera a inflação.

Pautado nesses elementos, é possível observar que existem implicações na diminuição do desemprego. A maior dessas implicações, conforme observado, é o aumento da inflação, a qual é cobrada de toda a população consumidora. 

Relação entre a Curva de Phillips e a economia

A Curva de Phillips serve como parâmetro para orientar como a política econômica, tanto fiscal quanto monetária, deve ser organizada. Como mencionamos anteriormente, o modelo teórico de William Phillips possui grande credibilidade no mundo da economia e mostrou-se bastante eficiente no que diz respeito a compreender as relações que estabelecem correspondência entre o desemprego e a inflação.

A partir da Curva, observou-se que o grande desafio dos dirigentes da economia de um país é estabelecer um equilíbrio econômico, tendo em vista que a baixa no desemprego pode ser nocivo para a sociedade, desencadeando uma inflação excessiva, bem como uma baixa inflação é um indicador de que os índices de trabalhadores desempregados são altos. 

A nível nacional, foi implementado em 1999 o Regime de Metas de Inflação (RMI), no qual a política monetária, que é conduzida pelo Banco Central, deve manter uma determinada inflação pautada em uma meta. 

Esta meta é designada pelo Conselho Monetário Nacional. Ela prevê um nível de inflação que garanta um padrão de emprego razoável diante da sociedade.

Curva de Phillips aceleracionista

A Curva de Phillips aceleracionista é uma espécie de atualização do modelo teórico originalmente pensado. Nessa atualização, passaram a ser consideradas as novas variáveis advindas da globalização e do comércio internacional. 

Com o advento desses fatores, foi necessário romper o âmbito da relação entre desemprego e inflação interna, havendo a necessidade de expandir a Curva para contemplar as expectativas do mercado.

Nesse sentido, a Curva de Phillips aceleracionista emerge como um auxílio aos dirigentes das economias mundiais de cada país, ajudando-os a orquestrar metas de inflação realistas e adequadas para o perfil econômico de cada nação. 

Como a Curva de Phillips traça uma relação entre inflação e desemprego?

A teoria da Curva de Phillips é uma ferramenta importante para realizar uma leitura da relação entre o desemprego e a inflação de um país, uma vez que entender estes dois fatores é crucial para dirigir assertivamente a economia de uma sociedade. 

A versão atualizada da teoria da Curva de Phillips, a qual recebeu o nome de aceleracionista, como mencionamos acima, acompanha as expectativas do mercado internacional e estabelece essas correspondências entre a inflação e o desemprego. 

A teoria também auxilia no estabelecimento de metas da inflação de um país, tendo em vista que a ausência dessas metas pode gerar efeitos desagradáveis à economia. 

Conclusão

Logo, podemos afirmar que o modelo de Phillips expressa a interação que há entre esses dois pilares econômicos e propicia o entendimento de como eles devem se relacionar de forma harmônica, para que não haja efeitos adversos à população de um país.

Vale salientar que, embora a Curva de Phillips seja um modelo teórico de muita credibilidade no mundo da economia, economistas contemporâneos afirmam que, no cenário atual, o modelo de Phillips aplica-se somente à curto prazo. Contudo, o modelo permanece muito respeitado e muito importante para ciências econômicas, uma vez que foi muito elucidativo em relação ao entendimento da correspondência entre o desemprego e a inflação.

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